sábado, 17 de janeiro de 2015

Sentidos

Deixar-se levar
Entrar de cabeça em algo que, acredita-se, vale a pena
Deixar fluir, deixar sentir
Sentir... tão bom sentir... 
Espontaneidade assusta o mundo dos adultos
O universo à parte da seriedade e onde tudo é comparado, tudo é ter em vez de sentir
Seria eu uma criança em relação às minhas sensações?
Seria um crime ter tantos sentimentos e gostar tanto de fluir?
Poderia, então, ser uma criança uma criminosa pela sua sinceridade no olhar
No fluir, no sentir?
Seria eu então uma criança, tola eterna já que sou adulta
Só por não saber outra forma de ser?

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Sobre o tempo


O tema não é a musica que tornou o Pato Fu uma banda conhecida na década de 90, mas o tempo... Aquele que nos afronta, aquele com quem as pessoas se confrontam, aquele que, segundo os gregos antigos, era controlado pelo devorador dos seus filhos, Chronos. Devorador... O deus grego devorava seus filhos... aquilo que ele controla nos devora. Seria coincidência?

O seu tempo, o meu tempo. Einstein já dizia o quanto ele é relativo e sentir isso na pratica acaba sendo ate um tanto quanto confuso. O que eu quero já o outro pode querer daqui uma semana; algo pra mim totalmente sem relevância pode ser urgente e vital para outro o mais rápido possível.

Rápido... Devagar... O tempo abrange momentos... Abrange vivências, experiências, coisas boas, ruins, expressivas ou sem importância. Mas a relatividade dele é inegável - e sofrível, pois a partir do momento em que entendemos isso de verdade, percebemos o quanto a visão alheia é diferente. 

Em muitas situações o tempo certo torna-se responsável pelo momento ideal de uma pessoa, mais de uma, varias juntas. Naquele tempo, com aquele vento, aquele clima, aquela cisma, as coisas fluem de forma perfeita. Perfeita sim, pois cada um de nós tem seu conceito de perfeição mesmo que seja purpurinado de imperfeições. E o tempo se torna perfeito... Ímpar... Uno. E o contrario... Há tempos em que o tempo não combina... O tempo de um não é o tempo do outro... Só as imperfeições foram vistas e, mesmo sabendo que o tempo continua a passar, ele continua devorando o que deveria ser bom e deixando apenas os vestígios indesejáveis.

O que fazer com ele? Não há o que ser feito... O tempo é intrínseco em toda e qualquer escolha que fazemos, desde os 5 minutos a mais de sono ao beijo mais demorado da sua vida. Devemos apenas nos respeitar para que ele não nos devore completamente, já que o devorar é intrínseco: você é vivo e ele passa por você, dando sinais todos os dias de que pedaços seus ficam pra trás e não mais voltarão. Talvez seja a única forma de ele não nos deixar (muito) arrependidos ou não trazer (muitos) lamentos à nossa existência. Talvez seja a única forma de diminuir a dor que a própria existência do tempo implica a nós mesmos. 


quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Interessante enquanto é útil

Uma conhecida me disse, após diversos problemas com o trabalho e função que exercia: "você é útil enquanto é útil". E estive pensando sobre isso há alguns dias...

Em mundos corporativos em que existem equipes e onde cada pessoa pensa de uma forma diferente isso é gritante, não há dúvidas. Você é útil enquanto for útil. Ninguém é insubstituível. Por essas e outras a importância absoluta de fazer o que gosta... Fazer o que quer. Porque mesmo que vc se sinta preterido, desvalorizado, mesmo que vc se sinta invadindo um espaço que "não é seu" ou até mesmo que vc não compartilhe das mesmas ideias e não concorde com tudo o que ocorre ao seu redor, importante fazer o que gosta.

Vão criticar você na sua frente, às vezes com uso de indiretas... Estarão na sua frente e vão usar "seu fraco" pra reforçar como "fraco" fazendo-se de muito forte quando, na verdade, quem não está se submetendo a explorações (e até posturas antiéticas) é você, o "fora da curva". Nao entenderão seus motivos para tal ou qual escolha. E isso, na realidade, pouco importa. Nesse momento, importe-se em fazer o que gosta. Em estar onde quer estar, mesmo que temporariamente... em entrar no local, sentir-se bem consigo próprio ao fazer bem sua parte e ir embora. E, ao fim do dia, sabendo que fez o seu melhor, poder deitar no seu travesseiro de consciência tranqüila, dormir sossegadamente e restaurar sua saúde para que sua energia possa ser investida, com sucesso, em suas outras realizações pessoais, família, amor, filhos e até mesmo cursos e aperfeiçoamentos para melhor performance do próprio trabalho que exerce. 

Se cada um de nós é útil enquanto é útil, façamos dessa utilidade algo para o bem de verdade. Bem para nós mesmos, ao trabalhar com amor e dedicação, e àquele que for ver/receber o fruto do teu suor. E não nos apeguemos ao coleguismo corporativista (falso?) que faz parte do trabalho exercido. Há muito mais gente com rabo preso por aí do que nossa sã consciência pode prever... O que eles não imaginam é que são tão substituíveis quanto eu e você.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Sobre amizades...

Um dia desses, numa conversa "informal" com uma grande amiga, consegui entender pelo olhar dela que o meu sofrimento se transformou, naquele momento, no seu sofrimento. E vi pelo seu sorriso que a minha alegria, depois de terminado o assunto pelo qual eu sofria, havia se transformado na alegria dela. Altos e baixos intensos em poucos dias sendo resumido em algumas horas e um filme que passava enquanto eu contava me mostrou a emoção da espectadora tão oscilante quanto a da personagem. E foi pensando nisso que refleti hoje sobre amizades.

Amizade é aquele vai e vem. Colégio, cursos, faculdade, trabalho, internet. Um mundo de gente que a gente conhece em muitas fases da vida. Num momento, você descobre que são parecidos, gostos parecidos, jeito de pensar parecido. E pensa "uau!!!! Que pessoa incrível!!!!". E de repente, não mais que de repente (como diria o poeta) um dos lados some. Você, ou "eu". Um vai atrás, mas o outro simplesmente não vê mais motivo para corresponder àquilo que foi, um dia, horas de papo, horas de lágrimas, horas de risada, enfim... uma "promessa" de amizade eterna, colorida, linda... um encontro raro, até. 

E qual o mistério? Bom... às vezes, algumas pessoas só estão preparadas para amparar quem está triste. E quando a vida do triste se ajeita e vira uma alegria imensa, com muitas realizações, o amigo sai de cena. Inveja? Há quem diga que sim; eu acredito que seja apenas a sensação inconsciente do outro em não saber lidar... é como se faltasse lugar para o ombro, como se os conselhos não coubessem mais e ele se sentisse "sem o que acrescentar". Como se o outro pensasse "agora não tem mais espaço pra mim". Balela, todo mundo tem algo a acrescentar, na alegria e na tristeza. Mas o amigo "das horas tristes" não se sente mais à vontade, de repente... é aquele que tem a palavra certa a seu favor, talvez nem saiba usar pra si em algumas situações, mas é incrível quando você precisa daquele ombro. Pode procurar essa pessoa, garanto que será toda ouvidos. Mas fique bem e perderá essa pessoa... talvez pra sempre. Não sei...

Em contra partida, há aqueles que só são pra brindar, mas que se você precisar, estiver passando por algum turbilhão, pode esquecer. Você está feliz? "Bora" comemorar. Bebemorar, rs. Se você está bem, a pessoa está na sua vida, faz parte dela, compartilha, se orgulha... agora... passe por um baixo no meio dos altos e baixos naturais da vida. A pessoa perde totalmente a paciência... às vezes, nem é a paciência é o tal "rebolado" de não saber o que falar... e some. Talvez, nem saiba como lidar com os baixos dela mesma e, por isso, faltem palavras de conforto (o tal ombro do parágrafo acima) e ela queira sim sair correndo. "Eu hein, tô fora de problemas". Pode ser que se esconda próprios problemas e desejar uma palavra de conforto beira uma "falta de respeito" para com o jeito dela. Consegue passar sempre a impressão de que problemas inexistem na vida dela e é uma pena pois ao não demonstrar nunca que precisa de um ombro, não aprende como se faz isso, em silêncio mesmo e é uma pena, porque poderia ser um ombro bem gostoso de apoiar - e, convenhamos, em muitas situações, só o ato de falar já nos faz enxergar um bocado de coisas e dispensa fala de outras pessoas. Em muitas situações, o som da nossa própria voz tem o dom de nos fazer ver... é um misto dos sentidos: nossa voz passando pelos nossos ouvidos e nos fazendo enxergar as sensações certas, "farejando" o que é preciso pra resolver um certo problema. Todos os sentidos juntos e misturados.  E só precisamos de um ombro pra derrubar algumas lágrimas... e aquela pessoa bela e alegre simplesmente se vai...


Amizade perfeita? Dentro da imperfeição da própria vida e do próprio conceito do que é ser humano, essa fica! Fica... fica e fica... às vezes vai e volta... fala bobagem, passa por perrengues, questiona, não gosta do que ouve, mas fica. Um dia sente que não vale a pena porque não caminha junto, o jeito de pensar não é o mesmo e um julga que sabe o que é melhor pro outro, mas de repente, reencontra o motivo porque valeu a pena lá atrás e ainda vale até hoje. E essas, as que duram e são de verdade, acreditem: se não sabe compartilhar a parte ruim um dia aprende. Se ficou, um dia aprende! E se não sabe lidar com a alegria do outro um dia também aprende! Em prol da companhia, em prol da evolução do outro, em prol de ver a felicidade do amigo e do amor que acaba por fazer o elo entre duas almas amigas, em prol dos apelidos, do abraço gostoso, do sorriso, do jeito de tirar sarro e de contar piada, das piadas sem graça (tenho várias, urgh) e de tantas outras coisas. E é por essas e outras que a vida é tão linda... o que seria dela sem os amigos? Quer seja os de brindar, quer seja os de aconselhar, quer seja os passam por nós rapidamente, quer seja os que ficam pra sempre em toda e qualquer situação...

domingo, 14 de outubro de 2012

Um lamento...

é o tempo...

Por quase duas semanas isso foi, inclusive, tema das minhas aulas de inglês - que, diga-se de passagem, me deu outro ânimo pra vida, eu precisava fazer isso por mim, amo aprender e descobri que será o primeiro dentre alguns idiomas ainda pela frente.

O tempo e um lamento... o tempo breve representado pela vida, que é curta. Mas não é o tempo que é curto, veja bem... ele é do tamanho que a vida de cada um de nós é! Cada um tem o seu tempo - de vida - e... assim sendo... aproveitar mais ou menos depende... só da gente. E vivo me perguntando o que tenho feito da minha vida e nunca me arrependo do que eu fiz conscientemente com ela... o que passou e não dependeu exclusivamente já foi, o que tem sido, depende só de mim mesma.

O lamento: saber que não vou conhecer todas as belezas desse mundo... nem todas as pessoas boas e leais e incríveis desse mundo... aliás, que senhora frustração! Praticamente a causa do título e o que me fez escrever aqui, 9 meses depois da última postagem - praticamente um nascimento... o nascimento de uma triste conclusão, digamos assim.

O texto está ficando - se é que já não está desde o início - totalmente sem sentido... eu sinto falta... falta de coisas que vi e das que optei por não ver em detrimento de outras. Coisas que não saboreei, mas outras tantas que provei. João Guimarães Rosa era todo razão quando disse "Quando nada acontece, há um milagre que não estamos vendo". Não é à toa que é uma das minhas frases favoritas da vida... pra cada opção, há um milagre sendo visto e outro sucumbindo ao eterno não saber...

Acho que o objetivo da postagem de hoje, além de matar saudades de uma das melhores coisas que fiz pra mim nessa vida (viajar), é deixar pra mim mesma o gosto de "VIVA" intensamente... que seja uma caminhada até a padaria mais próxima, que seja um bom dia ao próximo... já me descabelei, já questionei, já desgostei, já desejei... estou viva, é o recado. Uma vez viva, há muito o que ser feito! Isso importa! E colocar toda a intensidade nesse viver - dormir e acordar com esse pensamento deve ajudar, farei o teste... preciso dele definitivamente.



Perth - Scotland

Edinburgh - Scotland
]
Glasgow - Scotland (eu ao lado de um dos mestres da pintura surrealista... Salvador Dali e seu Christ of St John of The Cross...)


Do trem, era essa a paisagem vista ao viajar pela Escócia...


Praticamente um alerta pra mim... 



domingo, 8 de janeiro de 2012

E aí...


... você se pega chateado. Triste e se sentindo a última pessoa da vida.
Você acha que as pessoas tem obrigação com você, porque você teria essa ou aquela atitude com a(as) pessoa(s). Você se chateia porque acha que aqueles em quem você pensa não ligam pra você. Mas não tem certeza se esqueceram e também não interessa saber - aprendi que certas coisas são melhores se NÃO conhecidas...

E de que importa, se a vida continua? Importa o que faz parte da sua vida e essa chateação envolve itens que te importam. Amizade, cumplicidade, confiança, carinho... tudo isso te importa, porque você sabe exatamente o que tem no seu coração.

E mais uma vez você aprende a lição (será?), que deve ser eterna e nunca esquecida: você faz o que quer fazer e por quem quer fazer porque QUER fazer. Esperar??? JAMAIS. E se te pedirem pra reconhecer, você reconhece todos os lados do mesmo cubo. Só não entendeu porque um lado ficou ocultado... afinal, para que os outros possam ser vistos, um sempre fica de cabeça pra baixo. E assim vai, cada dia, uma face fica esquecida/escondida/ocultada.

E você se pega ainda mais chateado depois dessa constatação... chateado, antes de qualquer coisa, consigo mesmo por estar chateado com a situação anterior. E a outra chateação é a da esperança da reciprocidade, você é humano, você sente isso e gosta da expectativa de que o que você faria é/vai ser o que farão por você na mesma proporção. E sabe que não foi a última vez que se decepcionou... e sabe que se houver uma culpa essa, ainda por cima, pode se voltar contra você. Justa? Quem foi que te disse que a vida é justa?

Há um tempo atrás eu me "achava" A "poeta"; nem é no sentido de ser poeta de verdade; eu teria que ter o brilho de transformar combinações de palavras em mito. Mas é no sentido de que eu transformava em verso (ou em pequenas reflexões) coisas que faziam sentido pra mim.

Não acho, infelizmente, o caderno que continha uma na íntegra e que faria jus ao momento exato que é agora. Mas ela dizia que você dá ao outro o que quer e acha certo. Esperar o mesmo em troca é bobagem, pois o outro pode não sentir a mesma coisa pra fazer o mesmo ou sente mas demonstra de outra forma.

Bom, que assim seja...


Música: Queen - You're my best friend - http://www.youtube.com/watch?v=c2JSUXaY-tw&ob=av2e
Filme: My sister's keeper
Livro: Através do Espelho - Jostein Gaarder

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Animais


Bom, nem sei pra quem reclamar disso; nada melhor do que o meu "querido diário".

Eu NÃO AGUENTO MAIS FOTOS DE ANIMAIS JUDIADOS. Mortos, pisados, molhados, escaldados, que seja. Um dos motivos eu acredito que pode ter como solução o que está ilustrado acima. Por partes...


Primeira coisa.

As pessoas que maltratam mesmo os animais tidos como irracionais NÃO vão ser afetadas, não vão amolecer, não vão se arrepender e não vão deixar de fazer o que fazem com as postagens e movimentos afins. A propósito, um adendo: irracionais é um termo que eu questiono muito, tendo em vista o que os "racionais" são capazes de fazer. E quem não tem a capacidade (amém) de cometer atrocidades, vai continuar NÃO cometendo. Ou seja... o que essas fotos e pedidos de "pelo amor de Deus, adotem" estão fazendo? Irritando a visão alheia, só isso. Utilidade mesmo, está quem realmente adotou alguma ONG e ajuda, ou quem realmente adota... e não fica postando pra mostrar que é O tal porque adotou ou pq vai à ONG... Ah, que saco! Psicopatas existem, gente ruim existe... e só dá pra diminuir gente ruim, psicopatas em potencial se diminuirmos a quantidade de gente que NASCE. Até porque, ampliando o pensamento, nascer gente que mata bicho nem seria "tanto o problema", mas o excesso de gente está deixando o mundo um caos. Vamos então à segunda coisa.


O mundo está mesmo perdido porque o ser humano não valoriza o próximo, seja ele outro ser humano ou uma planta. Aliás, por muitas plantas estarem em falta a gente vive atualmente um momento de calor infernal com frio insuportável e outras tendências climáticas afins e simultâneas. Tudo junto e muito misturado, calotas derretendo e etc etc etc. São quase 7 BIlhões de pessoas. Se cada um fizesse a sua parte... essa máxima é a melhor, né? Mas eu sou um pouco mais radical, certa está a China! Controle de natalidade, quem é que passa BOA educação pra 10 filhos de periferia? E periferia de qualquer estado que seja, veja bem. Aqui abro o leque pra falar sobre controle de natalidade e gente fazendo filho como se fosse algo tão simples quanto fazer xixi.

Anos atrás, famílias com 12 filhos ainda "vingavam" e tinham uma educação sofrida o suficiente pra ser valorizada o bastante. Meus pais vieram de famílias assim, cada um com mais de 10 irmãos - é mole? E o motivo, acredito eu, nem era a educação sofrida em si, mas tinha muito menos gente no mundo 60/54 anos atrás, né? Eram muitas bocas pra sustentar, chegavam numa certa idade e já começavam a trabalhar pra ter dinheiro pra ajudar nas despesas da casa.
Perfeito!

Alguém pode pensar: mas na China tem BILHÕES de pessoas... ahãm... pra quê, PRA QUÊ esperar o Brasil chegar nessa marca tão sublime, não é mesmo? Ainda mais que o mesmo já está beirando 200 Milhões. E emprego? Heinnn??? Estudo? Comida?Hoje, uma família de 12 irmãos é loucura e metade não vai conseguir estudar e a outra metade, se arranjar emprego, será um salário mínimo cada pra sustentar todo o resto. Até um deles se encher e cair fora de casa, claro!

Eu "prego" o controle de natalidade e MULTA pra quem não tem condições E engravida - não só a mulherada... se a mulher tiver 7 filhos e cada um for com um homem, azar o dela; se forem 10 de um mesmo casal, o casal; se for um cara com 10 filhos e cada um com uma esposa, se lascou, mané!! Eu disse multa pra quem tem filhos sem renda pra isso, não é pra dar mais bolsa... já pensou? Use camisinha e ganhe uma bolsa... era mesmo só o que faltava... do jeito que o Brasil tem esse péssimo costume de ter multa e impostos e bolsas desnecessárias...

Em lugares feito SP, com qual condição nascem mais de 3 filhos em uma família pobre e dão certo todos? E quando eu falo dar certo é: ter condições para estudar, comer, ter lazer, se vestir. Ter como sobreviver sem estar na miséria, ter condições de escolher o que quer ser quando crescer. Espera... não estou desconsiderando outros fatores, como a própria pessoa QUERER - eu quis ser o que eu sou, estou em processo e foi bem sacrificado, nada caiu do céu. Quem não quer, não faz! Mas algumas condições mínimas se tornam necessárias. Nem que tenha que existir controle de natalidade pra impor que as pessoas não façam filho como se fosse a mesma coisa que abrir os olhos ao acordar.


Então, de que adianta... ainda tem criança sendo vendida como prostituta... ainda tem criança nascendo e sendo jogada na lata de lixo... ainda tem gente sem instrução o suficiente pra passar educação e que continua propagando outras pessoas iguais.

Enquanto houver tudo isso, os animais, plantas e o que mais houver serão judiados. O próprio ser humano continuará se judiando... se matando... se magoando, se deturpando, se desvalorizando. Enquanto as coisas forem assim, pode esquecer o pedido altruísta (pra quem é altruísta, claro) de que o ano que vem seja melhor...



Música: Iron Maiden - Rock In Rio (CD duplo todinho, sendo ouvido nesse exato momento)
Livro: O Diário de Anne Frank
Filme: Toy Story (num mundo onde há muita maldade e putaria de sobra, um pouco de inocência não deve ser tão ruim assim...)

domingo, 6 de novembro de 2011

E a vida segue...


... é assim, cada um com sua crise.

A minha, atualmente, tem sido tentar entender o incompreensível. E conclui que não devo entender nada, cada um sabe o que faz, como faz e o motivo por que faz. Mas de qualquer forma, algumas coisas só saem das nossas cabeças se desabafadas.


Minha dúvida é minha, mas acho que muita gente já passou por ela: por que a gente se irrita quando alguém, pelo menos aparentemente, faz algo do jeito que quer e isso indiretamente te afeta?


Esse é o problema... quando você faz algo que quer do jeito que quer, mas tem alguém "no meio do caminho" e se esquece que esse alguém, por ser alguém, DEVE ter algo de sentimento e ser humano ali, você não percebe/nota/repara que pode ter magoado. Não é bem no MEIO do caminho, mas ali na sua história, vivendo o mesmo momento e até mesmo compartilhando alguma coisa com você enquanto suas decisões são muito suas... e essa pessoa simplesmente desaparece de cena. Hum... desaparece do SEU cenário, porque a vida dela também continua. Suas consequências na vida dessa pessoa não são sentidas por você, porque você simplesmente decidiu o que era melhor pra si, então tudo certo. O que será dela depois... tanto faz, você vai viver, mas não o suficiente pra saber. Você sai ileso, sem dores ou penas... a pessoa que estava envolvida, bem... dela só ela sabe (e do que restou nela também, afinal, a vida dela continua também... com ou sem você).


Tá meio confuso, mas assim... somos donos das nossas decisões, temos as nossas atitudes, cada qual é responsável pelo que faz. O temor que tenho, a inquietude é a seguinte: até que ponto as pessoas chegam a pensar no próprio umbigo - ou no umbigo de quem interessa - sem pensar se vão usar outra pessoa?


Ok... há situações em que se não pensarmos em nós mesmos, pessoas de mau caráter passarão por cima como tratores. A dica de livro que vou postar abaixo é bem isso, de situações extremas em que somos expostos à psicopatia alheia. Mas há situações em que o respeito deve ser mantido pois o outro é ser humano, tem história, tem família, tem lar, tem sentimentos, tem VALORES.


A lição do momento é: nunca ultrapassar seus limites sem sua própria permissão. Parece meio óbvio, mas olha... tenho certeza de que muita gente já fez coisas mais pensando na reação do outro do que nas próprias vontades. Já fui onde não queria estar simplesmente porque não queria chatear ninguém. Isso não se faz. Já liguei quando achei que não deveria ligar, só pra não passar a imagem de orgulhosa demais. Já falei o que realmente não sentia pra tentar ser recíproca, quando na verdade, eu nem estava sentindo tudo aquilo...


Devemos fazer nossas vontades, respeitar a si próprio, mas o mínimo de respeito com o próximo deve existir. Próximo: seres humanos, animais, plantas, não importa. Sem isso, adianta pensar num mundo melhor? Se a sua participação é deletéria, o mundo melhor será pra quem?



Música: trilha sonora inteira de Into The Wild (show do Pearl Jam foi há dois dias, ainda em "surtos" pelo fato de o Eddie Vedder ter mandado a Setting Forth no show!)

Filme: W@ll-e

Livro: Mentes Perigosas - Ana Beatriz Barbosa Silva


quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Viagem pura...



Voltando ao blog depois um ano e alguns dias... eu nunca consigo me desfazer disso aqui, deve haver algum sentido que eu ainda não descobri... talvez descubra um dia, talvez nunca descubra, mas pouco importa; e ele ainda existe é porque há razão de ser assim.


Voltei de Gramado e Canela (RS) muito diferente... acredito, aliás, que a cada nova experiência ficamos diferente. Os valores mudam, a mentalidade muda... o pensamento muda... as preferências e prioridades mudam...


Antes, eu jamais pensaria em abandonar minha segura São Paulo, terra da garoa... segura? Alguém pode pensar que o termo segura é esquizofrênico em vista de tudo de ruim (sem desconsiderar as coisas boas) que essa cidade loucamente grande pode proporcionar. Mas segura no sentido de "moro aqui há 28 anos"... 28 anos, 1 dia e 30 e poucas semanas (contando a gestação da mamma). Quando você conhece e se acostuma com alguma coisa, a tendência é não querer mudar. Eu tinha esse pensamento "seguro", de achar legal conhecer a fundo o lugar e se fixar... agora, penso que quanto mais rumo ao desconhecido, melhor e mais excitante pode ser o aprendizado.


Cidade linda, de pessoas educadas... ar puro, flores espalhadas colorindo naturalmente a paisagem, a magia do sorriso espontâneo e que te deixa feliz por estar ali e ser seu aquele momento... você entende que em outro estado do mesmo país onde nasceu tem formato totalmente diferente de tudo, até do conceito que se tem de trânsito. Numa dessa, eu descubro o que eu quero pra minha vida: ela mesma... mas com muita qualidade. E onde será isso, o tempo dirá.

Na verdade, foram 4 lugares diferentes em duas semanas... Gramado, Canela, Rio de Janeiro e Jundiaí. O Rio realmente continua lindo... vou ter que voltar pra conhecer melhor, mas é grande como São Paulo, não quero. Jundiaí, fiquei menos tempo ainda... agora... RS, disparado!


Férias ano que vem e eu volto... será de abril pra maio, transição outono/inverno, espero que não esteja tãaaao frio, pra que eu tenha tempo de me acostumar. Roteiro provável: sul do Brasil... gostaria de "cobrir" os 3 estados e aí, retorno às Serras Gauchas... ô delícia...


(foto acima; Vale da Ferradura, Canela/RS - clicada por mim! ;)



Filme: Cisne Negro

Música: Sade - Skin

Livro: Ironia - frases soltas que deveriam ser presas (compilação por José Francisco de Lara)

domingo, 5 de dezembro de 2010

Então... é Natal (e aquela coisa toda...)


Hum... então é Natal... acabou, ufa!
Sério mesmo!
Antes as pessoas tivessem esse "espírito" todos os dias, porque normalmente, algumas delas parecem que tem o demo no corpo no dia a dia. Verdade, oras!

E digo mais: essa versão da Simone pra música do John Lennon me deprime... simples: sempre tem um artista brasileiro inventando versões pra músicas que não deveriam NUNCA ter um cover. Assim como músicas brazucas dificilmente, creio eu, darão versões estrangeiras bacanas... imagina aí: Garota de Ipanema em russo? Difícil, né? Ok, em inglês mesmo... tá, existe e com o próprio Jobim e não é ruim... ok, vou pensar em outra comparação tosca.

Exemplos:

Def Leppard - Love bites. Pergunta: na infância, qual música eu conhecia???
Yahoo, com sua "sexy" Mordida de Amor... aí, um belo dia, ouço a versão original e a aversão se torna dupla: tanto ao cover quanto à intenção do cover.

Outro?

Celine Dion - The power of love... virou O amor e o poder da "estupenda" Rosana. Primeiro que, ao pé da letra, seria O poder do amor e não O amor e o poder. Mas, pelo jeito, a ordem dos fatores não alteraria o resultado desastroso. E, óbvio, da minha infância, qual eu conhecia??? Acertou quem chutou Rosana!!! =P (na verdade, eu ainda gosto de alguma coisa da Celine Dion, mas nas atuais circunstâncias, melhor teria sido chutar Celine Dion que Rosana).

E essa "Então é Natal, Então bom Natal" fica na cabeça... assim como a "Ai se eu te pego". Porque o que vc não gosta, sempre gruda E você decora. Quando a música é boa e você gosta, malha e requebra pra decorar - eu ficava tardes e tardes tentando decorar músicas do Metallica, U2, Paralamas do Sucesso... hoje, nem tempo pra isso eu tenho! Tempo? Poxa, quase 22h, melhor sair logo e me ajeitar pra dormir, amanhã começa tuuuuuuuuuuuuuuudo de novo... e dá-lhe segunda-feira...

Música: ele, John (eterno) Lennon:

Filme: Up

Livro: A Cidade do Sol - Khaled Hosseini




Enfim...


sábado, 4 de setembro de 2010

Rir: o melhor remédio


Postagem de registro da minha ida ao TUCA em SP (02/09/2010) para assistir ao espetáculo Improvável... sem o que comentar da companhia também, diga-se de passagem...

Risadas mais que garantidas; o show de improvisação e humor sem conteúdos apelativos é divertidíssimo! Não tem como ver uma vez só, mas ver ao menos uma vez é obrigatório!

Música: The Wallflowers - The Difference
Filme: Queime depois de ler

(obs.: 30 dias para o show do Bon Jovi e 34 dias para o show do Rush!!! Em surtos...)

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Bon Jovi


Em outubro, também...
E vou cantar a plenos pulmões!
Música do dia: Bon Jovi - Have a nice day =)

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Respeito


Muito tenho me questionado sobre respeito que, ao meu ver, deveria existir intrinsecamente em todos nós.

Mortes brutais... críticas maciças e que denigrem a imagem de um técnico de futebol que, bem ou mal, fez o que estava ao seu alcance - e vamos combinar, o cara ergueu uma "tacinha de merda" 16 anos atrás... deve ser mesmo um imbecil, né? Mais exemplos? Noticiário de ontem: médico da faixa de Gaza desabafando que está sem aparelhos adequados e que 10 vidas se perdem por semana - ele encontra-se de mãos atadas, faz tudo o que pode, sabe que poderia mais, mas não há condições adequadas por pura briga política/religiosa (burrítica/estupidiosa, eu diria). O simples conserto de algumas aparelhagens salvariam algumas dessa vidas, mas as peças não ultrapassam os limites impostos pelo Hamas... bom, de que importam essas vidas, né? O que interessa é resistir aos israelenses...
Outro exemplo? Pessoas que mentem a troco de tentar se dar bem em cima da transparência e fragilidade de outras pessoas... bom, dessas tenho dó, porque já se julgam incapazes logo de cara, mas de todo jeito, detesto gente mentirosa! Que quer tirar vantagem sobre alguém então... Bom, é algo que não sei mensurar... tenho treinado cultivar a tolerância, mas como ninguém é perfeito, pessoas cujas ambições são desmedidas não são toleradas por mim não...

Estamos num mundo onde até no que deveria ser relacionamento entre homens e mulheres (falo isso por ser hetero, mas casais homossexuais também não devem estar livres desse tipo de problema) é levado pela base de interesses... eu não sirvo? Sou descartada com a mesma facilidade com que tentaram me conquistar dias antes, quando acharam que eu poderia servir para os interesses que havia... o amor não é dado no seu estado mais puro... isso é tão frustante! Por que tem que ser assim? Posso eu então amar quem eu amo simplesmente? Estou autorizada a ser diferente? Ok, obrigada então! Vou manter o pouco e selecionado que já tenho e buscar espontaneidade nas pessoas...

Onde as pessoas deixaram o respeito para com outros seres humanos? Onde vamos parar?

Acredito que é a única dúvida que tenho e que não tão cedo obterei resposta... aliás, não terei resposta... não há limites, não há respeito, não há beleza no olhar, não há felicidade no viver, não há o amor na sua forma mais pura e simples, na sua forma mais natural... o que está acontecendo com o mundo????

Música de hoje: Rush - The Speed of Love
Filme: Dirty Dancing

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Rush


Sem comentários...

Em outubro...

terça-feira, 6 de julho de 2010

Ler


Mais um mandamento...

Ler, definitivamente, é uma das coisas que mais amo.

Quanto mais leio, mais tenho certeza de que preciso ler mais e saber mais... mas isso ao meu modo, sem precisar recitar versos a cada duas frases ou mostrando que leu aqui ou ali...

Nem vou escrever muito, acho que vou fazer o que esse mandamento está dizendo, isso sim... acabei de concluir o quanto li pouco na vida, rs. Dessa vez, escreverei muito menos e lerei hoje muito mais... a fim de tentar essa meta como minima, claro!

A lição de hoje, é:


46. Leia pelo menos dois livros por mês.

domingo, 27 de junho de 2010

Noções de Liberdade


"Instruções para a liberdade
1. As metáforas da vida são as instruções de Deus.
2. Você acaba de subir até o topo do telhado. Não há nada entre você e o Infinito. Agora, liberte-se.
3. O dia está terminando. É hora de alguma coisa que foi bonita se transformar em outra coisa que também seja bonita. Agora, liberte-se.
4. O seu desejo de resolução foi uma prece. O fato de você estar aqui é a resposta de Deus. Liberte-se e veja as estrelas surgirem - do lado de fora e do lado de dentro.
5. Com todo o seu coração, peça a graça e liberte-se.
6. Com todo o seu coração, perdoe-o, PERDOE A SI MESMA e liberte-o.
7. Permita que sua intenção seja a liberdade do sofrimento inútil. Então, liberte-se.
8. Veja o calor do dia se transformar em noite fresca. Liberte-se.
9. Quando o carma de um relacionamento termina, resta apenas o amor. É seguro, liberte-se.
10. Quando o passado finalmente tiver saído de você, liberte-se. Depois, desça e comece o resto da sua vida. Com grande alegria."
(Bombeiro-poeta neo-zelandês em Comer Rezar Amar de Elizabeth Gilbert)

terça-feira, 22 de junho de 2010

Inveja


Começando hoje, vou mesclar entre livros e filmes e músicas e outras coisas de que gosto os 100 ensinamentos de um mestre chamado Hsing Yün, tentando falar um pouco sobre o que já aprendi e o que vou aprender sobre cada um deles. Não seguirei a ordem de 1 a 100... vou seguir a ordem do meu coração mesmo, vou ler todos os dias os ensinamentos e vou escrever sobre um deles. Meu intuito é fazer com que eles tenham puramente esse valor pra minha vida... mais do que nunca estou precisando purificar minha mente e alma e, por fim, reestruturar meus pensamentos, a ordem e os valores que esses terão, inclusive. Falar a respeito não mostra que sou entendida do assunto, ao contrário... o falar vem da necessidade de fazer valer esses critérios pra minha vida. Se eu viver e conseguir cumprir pelo menos metade, já serei feliz.

Será minha meta daqui pra frente.

Invejar é um sentimento mesquinho e inútil.

De quê adianta desejar o que o outro tem, se pra cada pessoa o sabor de uma mesma sobremesa tem um teor de açúcar totalmente diferente?

Eu posso ter o mesmo livro... posso ter a mesma blusa... posso ter condições financeiras semelhantes... não adianta: cada um nasceu diferente e, consequentemente, cada um absorverá o que tem de um jeito e o que deseja de outro jeito também. Cada um nasceu pra passar por essa vida tendo isso aqui ou aquilo lá e suas lições de vida serão baseadas nisso.

Eu sempre achei esse sentimento o pior por ser o mais destruidor. É aquele que cega e acaba com o que tiver de bom ao redor de quem o sente e dos alvos destinados.

Em vez de invejar, temos que lutar decentemente, de forma limpa e simples pelo seu, pois cada um tem o que merece e cada um pode fazer por si o que deseja sem olhar p/ o próximo com maldade e más intenções. Isso não é necessário. Devemos ter os exemplos do outro pra lutar pelo nosso, sem passar por cima de ninguém e respeitar as vitórias alheias. Se alguém conseguiu, no mínimo mereceu - sem entrar no mérito de qual meio foi utilizado... afinal, pra tudo há retorno! ;)

Então, o ensinamento de hoje é:


80. Não critique, por inveja, a benevolência do outro. Respeite-o e siga o seu exemplo.
(Mestre Hsing Yün)

domingo, 20 de junho de 2010

Amizade

Peguei um poema que dizem ser de Fernando Pessoa. Não preciso ficar fazendo rodeio nem explicando nada, quem ler vai entender tudo o que ele quis passar e sabe que grande parte do que está escrito é pura verdade!

"Um dia a maioria de nós irá separar-se.
Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que partilhamos.
Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das vésperas dos fins de semana, dos finais de ano, enfim... do companheirismo vivido.
Sempre pensei que as amizades continuassem pra sempre.
Hoje não tenho mais tanta certeza disso.
Em breve, cada um vai para o seu lado, seja pelo destino ou por algum desentendimento, segue a sua vida.
Talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe... nas cartas que trocaremos.
Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices...
Aí, os dias vão passar, meses... anos... até este contacto se tornar cada vez mais raro.
Vamo-nos perder no tempo...
Um dia os nossos filhos verão nossas fotografias e perguntarão: "Quem são aquelas pessoas?"
Diremos... que eram nossos amigos e... Isso vai doer tanto!
"Foram meus amigos e foi com eles que vivi tantos bons anos da minha vida."
A saudade vai apertar bem dentro do peito.
Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente...
Quando nosso grupo estiver incompleto... reunir-nos-emos para um último adeus de um amigo.
E entre lágrimas, abraçar-nos-emos.
Então, faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante.
Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vida isolada do passado.
E perder-nos-emos no tempo...
Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades...
Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos."

Bom, pensei agora numa música que se encaixa perfeitamente com o contexto!
Música:
Rush - Time stand still

sábado, 19 de junho de 2010

Little Miss Sunshine




Porque todo mundo merece um lindo dia... um dia brilhante, nem que seja por ter enxergado a vida por outro ângulo. (Retifico: pelo menos um dia desses, rs. De preferência vários, claro!)

Esse filme me deu isso um dia desses, não lembro exatamente quando, mas foi num dia de desânimo que descobri esse raio de sol do mundo cinematográfico. E é incrível como um mesmo filme pôde ser detestado (meu irmão não gostou) e adorado (eu amei) exatamente pelo MESMO motivo, rs.

Para se ter uma idéia, mesmo com todas as adversidades que vão acontecendo, mesmo com todos os obstáculos, fica depois martelando na cabeça a frase do vovô, que diz mais ou menos assim: o verdadeiro fracassado é aquele que tem tanto medo de fracassar que nem chega a tentar.

Eu diria que contra fatos não há argumentos. Quando se desiste antes, o fracasso já é admitido de forma escancarada! Não tem o que esconder.

São tantas facetas distintas de pessoas de uma mesma família... cada um com sua lição, sua cor e sua dor, que aprender com Little Miss Sunshine é realmente uma delícia.
Música:
Joe Satriani - Summer Song


quarta-feira, 16 de junho de 2010

A Cabana


Farei algo diferente do que faço normalmente... vou falar sobre um livro.

A pauta de hoje é o perdão. Algo que precisamos treinar urgentemente...

Dizem uns que Deus está lá fora, outros, que Deus está em cada um de nós. Há ainda quem não acredite nele e também quem acredite que "um não basta" e crê em vários simultaneamente.

De qualquer forma, há quem diga que só Deus é capaz de perdoar. E aí, de acordo com essa variedade de crenças, o perdão pode vir de você mesmo, de "fora", de vários ou de "lugar algum".

A Cabana: esse é o nome. Ler esse livro é um alívio para quem não sabe a forma daquilo que quer acreditar e outro alívio pela sensibilidade drástica com que é capaz de abordar a questão do perdão. Escrito por um padre (ou seja, embasamento teológico católico), o livro choca pela própria visão do "ser supremo" que ele dá ao enredo. E acaba sendo lindo, porque nenhum povo, nenhuma crença se sente ameaçada, ao contrário, mostra que as diferenças pouco importam: crer é o que importa. Mostra que mágoa não leva à nada, que perdoar liberta. E se liberdade é o que queremos, pra quê magoarmos a nos mesmos sentindo mágoa alheia?