domingo, 27 de junho de 2010

Noções de Liberdade


"Instruções para a liberdade
1. As metáforas da vida são as instruções de Deus.
2. Você acaba de subir até o topo do telhado. Não há nada entre você e o Infinito. Agora, liberte-se.
3. O dia está terminando. É hora de alguma coisa que foi bonita se transformar em outra coisa que também seja bonita. Agora, liberte-se.
4. O seu desejo de resolução foi uma prece. O fato de você estar aqui é a resposta de Deus. Liberte-se e veja as estrelas surgirem - do lado de fora e do lado de dentro.
5. Com todo o seu coração, peça a graça e liberte-se.
6. Com todo o seu coração, perdoe-o, PERDOE A SI MESMA e liberte-o.
7. Permita que sua intenção seja a liberdade do sofrimento inútil. Então, liberte-se.
8. Veja o calor do dia se transformar em noite fresca. Liberte-se.
9. Quando o carma de um relacionamento termina, resta apenas o amor. É seguro, liberte-se.
10. Quando o passado finalmente tiver saído de você, liberte-se. Depois, desça e comece o resto da sua vida. Com grande alegria."
(Bombeiro-poeta neo-zelandês em Comer Rezar Amar de Elizabeth Gilbert)

terça-feira, 22 de junho de 2010

Inveja


Começando hoje, vou mesclar entre livros e filmes e músicas e outras coisas de que gosto os 100 ensinamentos de um mestre chamado Hsing Yün, tentando falar um pouco sobre o que já aprendi e o que vou aprender sobre cada um deles. Não seguirei a ordem de 1 a 100... vou seguir a ordem do meu coração mesmo, vou ler todos os dias os ensinamentos e vou escrever sobre um deles. Meu intuito é fazer com que eles tenham puramente esse valor pra minha vida... mais do que nunca estou precisando purificar minha mente e alma e, por fim, reestruturar meus pensamentos, a ordem e os valores que esses terão, inclusive. Falar a respeito não mostra que sou entendida do assunto, ao contrário... o falar vem da necessidade de fazer valer esses critérios pra minha vida. Se eu viver e conseguir cumprir pelo menos metade, já serei feliz.

Será minha meta daqui pra frente.

Invejar é um sentimento mesquinho e inútil.

De quê adianta desejar o que o outro tem, se pra cada pessoa o sabor de uma mesma sobremesa tem um teor de açúcar totalmente diferente?

Eu posso ter o mesmo livro... posso ter a mesma blusa... posso ter condições financeiras semelhantes... não adianta: cada um nasceu diferente e, consequentemente, cada um absorverá o que tem de um jeito e o que deseja de outro jeito também. Cada um nasceu pra passar por essa vida tendo isso aqui ou aquilo lá e suas lições de vida serão baseadas nisso.

Eu sempre achei esse sentimento o pior por ser o mais destruidor. É aquele que cega e acaba com o que tiver de bom ao redor de quem o sente e dos alvos destinados.

Em vez de invejar, temos que lutar decentemente, de forma limpa e simples pelo seu, pois cada um tem o que merece e cada um pode fazer por si o que deseja sem olhar p/ o próximo com maldade e más intenções. Isso não é necessário. Devemos ter os exemplos do outro pra lutar pelo nosso, sem passar por cima de ninguém e respeitar as vitórias alheias. Se alguém conseguiu, no mínimo mereceu - sem entrar no mérito de qual meio foi utilizado... afinal, pra tudo há retorno! ;)

Então, o ensinamento de hoje é:


80. Não critique, por inveja, a benevolência do outro. Respeite-o e siga o seu exemplo.
(Mestre Hsing Yün)

domingo, 20 de junho de 2010

Amizade

Peguei um poema que dizem ser de Fernando Pessoa. Não preciso ficar fazendo rodeio nem explicando nada, quem ler vai entender tudo o que ele quis passar e sabe que grande parte do que está escrito é pura verdade!

"Um dia a maioria de nós irá separar-se.
Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que partilhamos.
Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das vésperas dos fins de semana, dos finais de ano, enfim... do companheirismo vivido.
Sempre pensei que as amizades continuassem pra sempre.
Hoje não tenho mais tanta certeza disso.
Em breve, cada um vai para o seu lado, seja pelo destino ou por algum desentendimento, segue a sua vida.
Talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe... nas cartas que trocaremos.
Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices...
Aí, os dias vão passar, meses... anos... até este contacto se tornar cada vez mais raro.
Vamo-nos perder no tempo...
Um dia os nossos filhos verão nossas fotografias e perguntarão: "Quem são aquelas pessoas?"
Diremos... que eram nossos amigos e... Isso vai doer tanto!
"Foram meus amigos e foi com eles que vivi tantos bons anos da minha vida."
A saudade vai apertar bem dentro do peito.
Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente...
Quando nosso grupo estiver incompleto... reunir-nos-emos para um último adeus de um amigo.
E entre lágrimas, abraçar-nos-emos.
Então, faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante.
Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vida isolada do passado.
E perder-nos-emos no tempo...
Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades...
Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos."

Bom, pensei agora numa música que se encaixa perfeitamente com o contexto!
Música:
Rush - Time stand still

sábado, 19 de junho de 2010

Little Miss Sunshine




Porque todo mundo merece um lindo dia... um dia brilhante, nem que seja por ter enxergado a vida por outro ângulo. (Retifico: pelo menos um dia desses, rs. De preferência vários, claro!)

Esse filme me deu isso um dia desses, não lembro exatamente quando, mas foi num dia de desânimo que descobri esse raio de sol do mundo cinematográfico. E é incrível como um mesmo filme pôde ser detestado (meu irmão não gostou) e adorado (eu amei) exatamente pelo MESMO motivo, rs.

Para se ter uma idéia, mesmo com todas as adversidades que vão acontecendo, mesmo com todos os obstáculos, fica depois martelando na cabeça a frase do vovô, que diz mais ou menos assim: o verdadeiro fracassado é aquele que tem tanto medo de fracassar que nem chega a tentar.

Eu diria que contra fatos não há argumentos. Quando se desiste antes, o fracasso já é admitido de forma escancarada! Não tem o que esconder.

São tantas facetas distintas de pessoas de uma mesma família... cada um com sua lição, sua cor e sua dor, que aprender com Little Miss Sunshine é realmente uma delícia.
Música:
Joe Satriani - Summer Song


quarta-feira, 16 de junho de 2010

A Cabana


Farei algo diferente do que faço normalmente... vou falar sobre um livro.

A pauta de hoje é o perdão. Algo que precisamos treinar urgentemente...

Dizem uns que Deus está lá fora, outros, que Deus está em cada um de nós. Há ainda quem não acredite nele e também quem acredite que "um não basta" e crê em vários simultaneamente.

De qualquer forma, há quem diga que só Deus é capaz de perdoar. E aí, de acordo com essa variedade de crenças, o perdão pode vir de você mesmo, de "fora", de vários ou de "lugar algum".

A Cabana: esse é o nome. Ler esse livro é um alívio para quem não sabe a forma daquilo que quer acreditar e outro alívio pela sensibilidade drástica com que é capaz de abordar a questão do perdão. Escrito por um padre (ou seja, embasamento teológico católico), o livro choca pela própria visão do "ser supremo" que ele dá ao enredo. E acaba sendo lindo, porque nenhum povo, nenhuma crença se sente ameaçada, ao contrário, mostra que as diferenças pouco importam: crer é o que importa. Mostra que mágoa não leva à nada, que perdoar liberta. E se liberdade é o que queremos, pra quê magoarmos a nos mesmos sentindo mágoa alheia?

domingo, 16 de maio de 2010

Life's Original Soundtrack

Faça a sua!
Dia após dia... que para cada segundo exista uma canção apropriada... que cada momento seja brindado ao som de melodias que se encaixem perfeitamente com sua vida! E a minha de hoje é:

Dave Matthew's Band - Where are you going?
Duncan Sheik - She runs
Daryl Hall & John Oates - Sara Smile
Candle Box - You
Sade - Tar Baby
Live - Ghost
Paula Cole - Amen
Stone Temple Pilots - Creep
Eddie Vedder - Society
Black Crowes - Sometimes Salvation
Lasgo - Angel
Bruce Springsteen - Streets of Philadelphia
Tori Amos - Taxi Ride
Damien Rice - The Blower's Daughter
Rush - Test for Echo
Chris Cornell - Be yourself
Pink Floyd - Coming back to life
Dio - Long Live Rock'n'Roll (Dio, rest in peace!=)






quarta-feira, 5 de maio de 2010

Closer


Bom, esse era o tal "filme suspense".

Olha... até complexo demais em alguns aspectos. A pessoa que mais parecia sincera do filme... Digamos que ela mente sobre algo mínimo e essencial e a partir desse momento eu não soube o que falar do filme. Até gostei, muito mais real do que aqueles filmes ultraromânticos com finais felizes em que o homem e a mulher são perfeitos.
Ainda estou "digerindo" o teor do filme, mas eu diria o seguinte sobre ele:
Há quem testa, há quem provoque o outro para falar o que esse primeiro quer ouvir, há quem, de repente, muda "de lado" (enganando ambos os lados, vamos deixar isso bem claro) , há quem esconde a própria essência, "foge" e é descoberto no fim... uma salada mista.

Todos eles experimentam a saída imediata da mentira... uns por minutos, outros por anos. E ainda houve quem preferisse viver da mesma.
De qualquer forma, pra mim, esse filme mostra que todos tem uma coisa em comum: faço o que quero, do jeito que quero e se magoar o outro paciência.
Entendo perfeitamente que se não pensarmos em nós mesmos primeiramente, como ter certeza de que haverá outra pessoa pensando? Ter um certo egoísmo é questão de sobrevivência até nos animais tidos irracionais, que matam quando se sentem ameaçados, por exemplo. A questão é que nós "pensamos"... nós "sentimos"... como não levar isso em conta???
Acredito no seguinte: não vivemos sozinhos. Não estamos numa sociedade para vivermos sozinhos. No entanto, as coisas caminham pra solidão, porque as pessoas não se respeitam mais... não respeitam nem a si mesmas, pra falar a verdade.
O filme faz com que a gente se questione muito sobre o respeito, sobre a mentira, como é surpeendente as reações humanas quando se deparam com a verdade e quando sentem sua confiança traída. E digo mais: é possível trair alguém das formas mais diversas que se pode imaginar...
Mesmo assim recomendo para que cada um tire suas próprias conclusões. É uma história real e madura. Mostra que quando estamos perto demais de alguém acabamos por descobrir o melhor e o pior da mesma. E a vida é assim, pra tudo tem dois lados. Como diz uma frase que, segundo fontes seria de Shakespeare: "bom e mau não existem, o que existe é o que vc pensa deste ou daquele". Ele está certo até... mas pra algumas circunstâncias de convívio social, não dá pra liberar o pensamento, ou o mundo viraria lugar de ninguém.
Música: Bon Jovi com Lie to me

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Encobertos


Muito tempo depois, aqui estou novamente a escrever... pois bem, vamos lá.

Do blog de uma amiga acabei abrindo o meu, que me levou a outro blog de outra amiga cuja última postagem se tratava de um amigo que tinha sido enganado por alguém em um envolvimento amoroso - indicava inclusive um filme que pegarei hoje sem falta alguma, cena da próxima postagem.

Qual foi a minha reflexão em cima da postagem lida por mim?

A mentira é a máscara da covardia e do medo.

Analisando: pessoas que precisam mentir não contam a verdade - óbvio - mas... qual o motivo para não falarem o que realmente pensam? Medo? Sim. Covardia? Também. Alguém dá mais?

Quando mentimos (opa eu também já menti, mas nada que me levasse muito longe... aprendi!), deixamos de enfrentar, dentre outras coisas, expressões de raiva, desentendimentos, mágoas, lágrimas, berros, desabafos... tudo o que pode assustar quem resolve mentir - olha só... medo andando lado a lado com a covardia e a mentira encobre os dois primeiros! As coisas são mais suaves pós mentiras, na maioria das vezes. São resolvidas de acordo com o que o mentiroso deseja, não de acordo com o que seria claro e objetivo para o outro - hummmm... mentira = egoísmo! Outra análise a ser feita mais pra frente... até que ponto olhar para o próprio nariz não prejudica o próximo, já que não se vive sozinho nesse mundo.

A verdade, em contrapartida, sempre dói mais... sempre deixa uma marca. Mas aqui vem o meu desafio: uma vez com a dor da verdade conhecida depois de saber que houve uma mentira antes, como é visto o alguém que mentiu? Do outro lado do ringue: sofri a dor de uma verdade... a quem confiarei meu rosto pra levar outro tapa, se necessário for e sabendo que a verdade será esclarecedora? Do mentiroso ou de quem soube ser transparente desde o começo?

Isso sem falar de pessoas que só vivem das máscaras... que até na própria casa precisa delas. Pra quem elas estão mentindo? A quem elas estão enganando? Deve ser estranho se olhar no espelho e saber a verdade ao mesmo tempo que tenta se enganar com mentiras... um trabalho psicológico muito grande... e será que compensa?

Vivi situações em que a covardia, o medo e a mentira estavam muito unidos e foram expressos de forma que as pessoas se entregavam sem perceber. Risadas nervosas, frases/histórias incoerentes, documentos escritos desconexos, mudança de foco sem conclusão do assunto inicial... situações sem qualquer coesão e em que, num momento, uma característica minha era exposta como motivo de orgulho e logo em seguida virou o meu maior defeito, como se isso tivesse sido uma descoberta brutal contra todos os princípios, por exemplo, quase como se eu tivesse matado tendo antes pregado que a vida humana é sagrada. O que essas pessoas ganharam com isso? E a maior comédia: achar que está de fato enganando. Alguém avisa, por gentileza, que o enganado é o reflexo do espelho dessas pessoas? Obrigada! =)

Aliás... a mentira seria também máscara para a inveja? Acho que sim, porque na inveja estão imbutidos o medo de assumir a admiração pelo outro/ a vontade de ser o outro/ de ter o que o outro tem e a covardia de não tentar ser o que se quer ser, coisa que provavelmente o outro tem como grande virtude.

No fim das contas, minha conclusão é que prefiro ser de verdade mesmo. Dói, eu choro, já fiz chorar (só de lembrar a cena, meus olhos acabaram de encher de tanto que amo essa pessoa e a fiz chorar!!!), mas em contrapartida, eu CONFIO e me faço confiar. Isso é amar, já dizia a minha amiga do post inspirador desse, e amar é pra sempre! Amar é conquista, é tempo de vida, é libertação, é opinião... é verdade, enfim.

Filmes: considerando o domingo - não assisti a filme algum, então, ficam duas dicas.
1. Little Miss Sunshine, que assisti sexta. Moral da história: o verdadeiro perdedor nem chega a tentar. Vale a pena ver!
2. Os Sem Floresta, vi no sábado. Tinha achado bobinho, mas depois de concluir meu post percebi que o tema embutido era o "contar sempre a verdade"... coincidência...

Música: postagem ao som de Coldplay - Fix You (e outras que tocaram antes, mas nem sei quais agora)

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

JAZZ JAZZ E JAZZ


Não, eu não perco minhas esperanças... nem que seja afastando o sofá vez ou outra, eu vou voltar a fazer uma das coisas de que eu mais gosto: DANÇAR JAZZ.


Tenho minhas vontades quanto a danças outras: dança do ventre, flamenco, o próprio ballet, dança cigana, tango, bolero... mas o Jazz é algo que me faz livre... sei lá.


E que pena... tenho poucas fotos das minhas duas únicas apresentações da vida... aliás, existe uma que nem foi registrada e foi a mais bonita! Snif...


Ao som de: Meatloaf - I'd do anything for love - uma música que, definitivamente, só dançando mesmo!!!


terça-feira, 29 de julho de 2008

Uma palhaçada...


De fato, ser o que sou e do jeito que sou é uma palhaçada. Alguém já viu uma pessoa que não sabe o que quer? Sim, eu. Primeiro me queixo de estar sozinha, depois me queixo que a pessoa está dando atenção demais, depois a pessoa começa a "cair fora" - pois nunca tenho tempo - e eu continuo reclamando.

Complicada demais, imperfeita demais também.

Só pra deixar o blog vivo, tadinho... está perdido já...


Ô vidão... e tenho que estudar cardio agora, doida pra estudar neuro; aí, amanhã pós prova de cardio tenho como estudar neuro e não vou, vou acabar dormindo tamanho o estress. E amanhã niver da mammy...


Música:


She will be loved - Maroon 5 (será que esse she será eu um dia?)

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Coração, se acalma... ainda há muito o que viver...

O coitadinho anda surtando há um mês e o pior, sabendo que não adianta surtar.
Você... queria um dia que entendesse o quanto é especial e eterna a sua presença na minha vida. "POLARIZE ME SENSITIZE ME CRITICIZE ME CIVILIZE ME COMPENSATE ME ANIMATE ME COMPLICATE ME ELEVATE ME"... esse trecho da música do Rush que ouvi naquele dia traduz exatamente essa minha bagunça com relação a você...rs. Avassalador.

Sabe, o grande "problema" de homens cobiçados como você e que são assediados é a dura realidade da sensação clara de que a pessoa que o quer, no caso eu, foi mais uma por não poder acompanhar os seus passos e mais dolorida ainda é a sensação e suposição de que talvez, mas muito provavelmente mesmo, daqui a um tempo você nem se lembre mais de mim. E ver seu olhar me queimando ao mesmo tempo acaba sendo uma loucura de tão contráditória que é a situação, fora que me deixava e ainda está deixando sem rumo, mas eu vou encontrá-lo de volta. Enfim, eu sei que nossas vidas têm rumos tão, mas tão diferentes que levam com que a gente se cruze ao acaso apenas e isso há um ano e dois meses e nunca tivemos nada além de acasos. E puxa vida, esses acasos são tudo o que eu tenho/tive de mais real até hoje em minha vida. A pena é o que nunca os nossos caminhos se encontram de verdade e isso é implícito em nossas escolhas de vida e carreira, sendo assim, praticamente nada além da música coage para que possamos nos conhecer mais, pois o que sei de você chega a ser um nada perto do que eu acredito que outras pessoas saibam.

Não, eu não me considero apaixonada, eu simplesmente sinto com uma intensidade tão grande tudo o que me acontece que me sufoca. Sufoca, aperta, parece arrancar pedaços de mim e tento esconder e me esforço para que ninguém perceba, tentando em vão fazer de conta que nada está acontecendo... odeio me sentir frágil, como se um vento fosse me rachar ao meio... mas é assim que me sinto, paciência. Não gosto de me sentir um vaso prestes a quebrar sobrando só caquinhos que virarão pó, mas pelo jeito, há um cristal de fina parede por trás da rocha que as pessoas vêem por fora quando me olham... essa sou eu. E tento manter a rocha a todo custo e você nem imagina o quanto...
Você que nunca vai se lembrar dos detalhes que eu tenho em minha mente, nem do quanto eu me perdi quando me abordou pela 1ª vez insinuando que queria ficar comigo, nem do quanto eu te quis mesmo sem achar que eu soube demonstrar isso nos momentos em que estivemos juntos. Um dia eu quero te falar o quanto você terá sempre a sua marca aqui, pois sua presença em minha vida é única e arrebatadoramente estranha, foi do nada que nos descobrimos, foi do nada que você entrou na minha vida e tenho motivos mais do que de sobra para saber por A+B que homem nenhum vai tirar sua imagem de mim, mesmo eu sabendo que ainda há muito sentimento aqui a ser transbordado e compartilhado. Entende? É como um amor platônico, pois nem amigos somos e tão pouco nos conhecemos direito, mas ao mesmo tempo, como pode? Eu senti seus beijos e seu corpo junto ao meu, me fazendo viajar e pedir para não acabar nunca! E foi mais real do que eu poderia imaginar em minha vida quando o conheci uns quase dois anos atrás e fantasiava que deveria ser muito bom ficar com você - eu não sonhava que um dia isso aconteceria. Já cheguei até mesmo a pensar que, se você não tivesse chegado perto de mim eu estaria tão sossegada agora! Imune, quietinha. Mas pobre, pois enriqueci minha vida com sua presença. Às vezes eu me faço de vítima, mas aí penso: certas coisas têm que acontecer comigo... ótimo então. Eu não me importo... que doa, como está de fato doendo, será uma cicatriz pra minha coleção: sinal de que brinquei com fogo, me queimei e tenho mais um capítulo bem escrito em minha história.
Sabe, eu não poderei te acompanhar de pertinho, mas estarei sempre aqui torcendo muito para que os seus passos lentos mas seguros - como você mesmo me disse - te levem aonde você quer chegar e eu sei que vai chegar. Seu sucesso será parte da minha alegria e eu vou olhar por você onde quer que você esteja: eu sempre procurarei notícias suas e sei que serão sempre as melhores. Eu queria que você soubesse disso tudo. Eu queria saber disso tudo por você mesmo, mas se não tiver como eu me viro e descubro.
Ah, te adoro pra sempre... pelo pouco que pude ter de alegria ao seu lado me sentindo desejada, por te ver dormindo, pelas sensações de coração saindo pela boca, pela tremedeira, pelo seu olhar me "fuzilando" de longe, pelos beijos e (primeiras) outras trocas, pelos ciúmes esquisitos das suas ex-namoradas bem como da inveja que eu senti delas em andar de mãos dadas com você e te beijar em público, pelos e-mails que trocamos e eu guardei todos, pelas tatuagens do seu corpo, pelo perfume do seu cabelo e pele, pela sensação de solidão e vazio de agora misturada com completude, pela sua ausência e pelas marcas que deixou em minha vida pra sempre.


Ao som de Queensrÿche, álbum Promised Land (1994)
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segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Seria coincidência...

... crise e crescimento terem as duas primeiras sílabas parecidinhas? Afinal, quem nunca falou "cresci após uma crise"? Sei lá, viu...

No fim das contas, o que são e pra que servem as crises existenciais??? Acabei de ter uma, são três e quase quatro da manhã, não fui dormir ainda e depois de ter agitado numa balada, onde amigos tocaram muito rock'n'roll, desfilaram, se abraçaram e se curtiram, vim pensando e divagando o caminho todo de volta pra casa - a partir do momento em que me encontrei sozinha, claro.

Nem sei por onde começo, mas a primeira pergunta: cadê aquela "mulher super resolvida"? Confesso: sumiu por uns instantes sim, afinal, bateu aquele vazio, aquela solidão, aquele sentimento de "Sozinha no Mundo" - título de um livro infanto-juvenil que não tive o prazer de ler ATÉ HOJE, rs. É uma mistura surreal de existência num mundo tão vasto e, ao mesmo tempo, ausência e solidão; ao mesmo tempo, a sensação hilária de que não sou sequer uma gotinha desse mar profundo e imenso, quem sabe nao serei 1/4 de gota, um dia desses? Todas as pessoas em algum momento já se sentiram terrivelmente sozinhas, querendo apenas um olhar... um abraço... nossa, como eu queria um agora. Eu queria aquele colinho pra me aconchegar e ficar quietinha sim, como diz a minha amada Scherazade de "Contadores de Histórias" (ver nos links). Sabe, foi isso o que mais me "aconchegou" às suas palavras... o que eu queria era um colo e senti como se você me descrevesse no que escreveu, senti na pele quase como brasa, era a expressão que me faltava no ápice da tal crise.

Uma pessoa muito querida e com quem me decepcionei um dia me deu um ensinamento que agora questiono - e nada tem a ver com o fato de não falar mais com essa pessoa, vamos deixar isso claro: ninguém te completa verdadeiramente, você é sozinho sempre e a caminhada é sempre solitária. Você tem que ser feliz consigo mesmo antes de querer ser feliz ao lado de outro. Eu concordei com lágrimas nos olhos, pois se eu fosse "completa com alguém" das duas uma: ou teria nascido grudada com a minha alma gêmea (o que não seria de todo ruim, vamos combinar!) ou então cada ser humano se bastaria como unidade formando outros indivíduos unos sem precisar conviver com quem quer que fosse, seja na amizade, na família, no sexo, no trabalho, enfim.

Entretanto, eis a minha grande dúvida... se o caminhar é tão solitário assim, se é absolutamente normal e se é algo intrínseco, não deveria ser ruim. Como então há tantas pessoas que sentem isso de forma ruim? Aliás, ele mesmo, tão ímpar, tão culto e de inteligência absurda não está "sozinho". Além de tudo, EU sinto às vezes que pelo menos pra mim É ruim SIM e me incomoda nos momentos em que isso aflora. Dói de um jeito que sufoca... odeio sentir isso, sempre acreditei ser ímpar até às vezes imaginar que seria mais interessante formar um par.

Sabe, vim pensando e pensando e pensando, cheguei em casa, meus pais dormindo, meu irmão no computador - claro que pertubei ele um pouco ou não sou eu a irmã que chegou em casa, rs - e continuo pensando, chega a irritar. E um dos pensamentos foi em algo que eu li sobre as almas gêmeas. No geral, fala sobre grupo de almas, como se a família se formasse de acordo com a ligação que há entre elas, assim como os círculos de amizades. Eu acredito nisso fervorosamente, se couber essa palavra no meu vocabulário. E o que eu vou postar abaixo traduz o que eu acho e, experiência própria, existem duas pessoas na minha vida que me fazem crer nisso. Duas... mas... e se houver a terceira??? Aliás, há essa terceira nesse instante em que eu também existo? Ou será lenda?


O Enigma das Almas Gêmeas

O enigma das almas gêmeas reside no fundo do coração de todos nós. Ansiamos por encontrar aquela outra metade que nos fará nos sentirmos inteiros, e somos abençoados se a encontramos. Mas será isso apenas uma fantasia romântica? Para aceitar o enigma das almas gêmeas, temos queconsiderar a idéia de que tudo no universo é uma expressão da dualidade divina, mas de que estamos aqui para cumprir um propósito mais elevado. (...)

A filosofia esotérica acredita que, quando nosso espírito separa-se da fonte da dualidade divida, nós passamos a ter uma consciência comum a um grupo de almas. Dentro desse grupo de almas, expressões individuais da alma emergem e se separam do grupo para se tornar alams orientadoras que contém a dualidade divina do Yin e Yang, nos princípios feminino e masculino. Esses dois princípios são almas gêmeas que têm certas tarefas kármicas a cumprir na vida física, antes que possam se integrar mais uma vez à fonte da dualidade divina.

Uma vez tomada a decisão de encarnar para empreender esses testes kármicos, as almas gêmeas dividem-se em dois seres distintos e entram no plano terrestre para começar a tarefa que lhes cabe na vida. Qualquer que seja essa tarefa kármica sua essência será sempre aprender a amar incondicionalmente na existência física, enfrentando todos os testes necessários para vencer essa experiência.

Pode não convir que duas almas encontrem-se novamente por muitas encarnações. Elas podem se encontrar em algumas vidas, e sentir uma atração muito forte, contudo, nenhuma terá se desenvolvido ou crescido o suficiente para se unirem.
Às vezes pode ser bom para ambas que uma não encarne, permanecendo, em vez disso, no grupo das almas para fazer outros tipos de trabalho kármico. A não ser que a pessoa saiba, no fundo do coração, que o parceiro divino não está caminhando sobre a Terra, haverá um anseio constante em encontrar essa outra "metade". É como se uma sensação de perda estivesse sempre presente, a despeito da intensidade dos relacionamentos que elas possam ter com outras pessoas. (...)

Quando ambas as almas estão na mesma vibração, as circunstâncias conspiram para unir as duas, a fim de que elas possam unir suas energias masculina e feminina e expressar a dualidade divina. Isso, porém, não quer dizer necessariamente que elas se tornem amantes. (...) por Susan Bowes


Coming Back To Life
Pink Floyd

Where were you when I was burned and broken

While the days slipped by from my window watching

Where were you when I was hurt and I was helpless

Because the things you say and the things you do surround me

While you were hanging yourself on someone else's words

Dying to believe in what you heard

I was staring straight into the shining sun

Lost in thought and lost in time

While the seeds of life and the seeds of change were planted

Outside the rain fell dark and slow

While I pondered on this dangerous but irresistible pastime

I took a heavenly ride through our silence

I knew the moment had arrived

For killing the past and coming back to life

I took a heavenly ride through our silence

I knew the waiting had begun

And headed straight...into the shining sun



sábado, 5 de janeiro de 2008

Redescobrindo o expressar e, quem sabe, o sentir

Acredito que a primeira coisa que vem à cabeça quando se pensa em ano novo é justamente o renovar-se, mudar, organizar. Mudança, essa eu enxergo como sendo a principal e mais visada palavra por todos pelo mundo afora. Bom, com 24 anos, na "flor da idade"... acho que agora, de verdade, estou sentindo essa necessidade. Quero me enxergar como ser humano pura e simplesmente, como mulher que estou me tornando dia após dia, como futura médica, como futura mãe - daqui uns anos, quem sabe, eu esteja apta a isso. Nunca antes eu senti essa tentativa mais forte de ter uma identidade, de ser vista como eu quero que me vejam. Eu me via como um bichinho do mato escondido, mas o que sempre escondi foi a minha essência, o meu valor e as minhas idéias. Sempre achei isso um trunfo guardado sob a manga, achando que me serviria de arma e essa arma acabei usando muitas vezes sim, só que contra mim mesma. Aprendendo e mudando pra melhor; é o que importa.

Pra comemorar essa volta às reflexões, vou começar a transcrever uns textos que estão fadados a irem para o lixo por serem sinônimos de papéis amarelados e amarelando pelo tempo. Vou tomar a liberdade de colocar como autor desconhecido os que eu de fato duvidar da autoria ou realmente desconhecê-los, melhor que não designar o nome correto à sua obra. São textos que ganhei, que fotocopiei, que transcrevi de outro lugar, enfim, que pra mim tiveram alguma importância, marcaram um dado e importante momento e não quero simplesmente apagar da minha vida, apesar de ter jogado tanta coisa fora - coisas das quais eu não conseguia me desfazer e só me acumulavam recordações desnecessárias, inclusive.

Comece então 2008, ano cuja soma dá 1 (amo números ímpares). :o)


O amor impossível é o verdadeiro amor (por Arnaldo Jabor - O Estado de São Paulo, terça-feira, 10 de dezembro de 2002)

Outro dia escrevi um artigo sobre o amor. Depois, escrevi outro sobre sexo. Os dois artigos mexeram com a cabeça de pessoas que encontro na rua e que me agarram, dizendo: "Mas... afinal, o que é o amor?" E esperam, de olho muito aberto, uma resposta "profunda". Sei apenas que há um amor mais comum, do dia-a-dia, que é nosso velho conhecido, um amor datado, um amor que muda com as décadas, o amor prático que rege o "eu te amo" ou "eu não te amo". Eu, branco, classe média, brasileiro, já vi esse amor mudar muito. Quando eu era jovem, nos anos 60/70, o amor era um desejo romântico, um sonho político, contra o sistema, amor da liberdade, a busca de um "desregramento dos sentidos". Depois, nos ano 80/90 foi ficando um amor de consumo, um amor de mercado, uma progressiva apropriação indébita do "outro". O ritmo do tempo acelerou o amor, o dinheiro contabilizou o amor, matando seu mistério impalpável. Hoje, temos controle, sabemos por que "amamos", temos medo de nos perder no amor e fracassar na produção. A cultura americana está criando um "desencatamento" insuportável na vida social. O amor é a recusa desse desencanto. O amor quer o encantamento que os bichos têm, naturalmente.

Por isso, permitam-me hoje ser um falso "profundo" (tratar só de política me mata...) e falar de outro amor, mais metafísico, mais seminal, que transcende as décadas, as modas. Esse amor é como uma demanda da natureza, ou melhor, do nosso exílio da natureza. É um amor quase como um órgão físico que foi perdido. Como escreveu o Ferreira Gullar outro dia, num genial poema publicado sobre a cor azul, que explica indiretamente o que tento falar: o amor é algo "feito um lampejo que surgiu no mundo/ essa cor/ essa mancha/ que a mim chegou/ de detrás de dezenas de milhares de manhãs/ e noites estreladas/ como um puído aceno humano/ mancha azul que carrego comigo como carrego meus cabelos ou uma lesão oculta onde ninguém sabe".

Pois, senhores, esse amor existe dentro de nós como uma fome quase que "celular". Não nasce nem morre das "condições históricas"; é um amor que está entranhado no DNA, no fundo da matéria. É uma pulsão inevitável, quase uma "lesão oculta" dos seres expulsos da natureza. Nós somos o único bicho "de fora", estrangeiro. Os bichos têm esse amor, mas nem sabem.

(Estou sendo "filosófico", mas... tudo bem... não perguntaram?) Esse amor bate em nós como os frêmitos primordiais das células do corpo e como as fusões nucleares das galáxias; esse amor cria em nós a sensação do Ser, que só é perceptível nos breves instantes em que entramos em compasso com o universo. Nosso amor é uma reprodução ampliada da cópula entre o espermatozóide e o óvulo se interpenetrando. Por obra do amor, saímos do ventre e queremos voltar, queremos uma "reintegração de posse" de nossa origem celular, indo até a dança primitiva das moléculas. Somos grandes células que querem se re-unir, separados pelo sexo, que as dividiu. ("Sexo" vem de "secare" em latim: separar, cortar.)

O amor cria momentos em que temos a sensação de que a "máquina do mundo" ou a máquina da vida se explica, em que tudo parece parar num arrepio, como uma lembrança remota. Como disse Artaud, o louco sobre a arte (ou o amor): " A arte não é a limitação da vida. A vida é que é a imitação de algo transcendental com que a arte nos põe em contato." E a arte não é a linguagem do amor? E não falo aqui dos grandes momentos de paixão, dos grandes orgasmos, dos grandes beijos - eles podem ser enganosos. Falo de brevíssimos instantes de felicidade sem motivo, de um mistério que subitamente parece revelado. Há, nesse amor, uma clara geometria entre o sentimento e a paisagem, como na poesia de Francis Ponge, quando o cabelo da amada se liga aos pinheiros da floresta ou quando o seu brilho ruivo se une com o sol entre os ramos das árvores ou entre as tranças da mulher amada e tudo parece decifrado. Mas, não se decifra nunca, como a poesia. Como disse alguém: a poesia é um desejo de retorno a uma língua primitiva. O amor também. Melhor dizendo: o amor é essa tentativa de atingir o impossível, se bem que o "impossível" é indesejado hoje em dia; só queremos o controlado, o lógico. O amor anda transgênico, geneticamente modificado, fast love.

Escrevi outro dia que "o amor vive da incompletude e esse vazio justifica a poesia da entrega. Ser impossível é sua grande beleza. Claro que o amor também é feito de egoísmos, de narcisismos mas, ainda assim, ele busca uma grandeza - mesmo no crime de amor há um terrível sonho de plenitude. Amar exige coragem e hoje somos todos covardes."

Mas, o fundo e inexplicável amor acontece quando você "cessa", por brevíssimos instantes. A possessividade cessa e, por segundos, ela fica compassiva. Deixamos o amado ser o que é e o outro é contemplado em sua total solidão. Vemos um gesto frágil, um cabelo molhado, um rosto dormindo, e isso desperta em nós uma espécie de "compaixão" pelo nosso desamparo.

Esperamos do amor essa sensação de eternidade. Queremos nos enganar e achar que haverá juventude para sempre, queremos que haja sentido para a vida, que o mistério da "falha" humana se revele, queremos esquecer, melhor, queremos "não-saber" que vamos morrer, como só os animais não sabem. O amor é uma ilusão sem a qual não podemos viver. Como os relâmpagos, o amor nos liga entre a Terra e o céu. Mas, como souberam os grandes poetas como Cabral e Donne, a plenitude do amor não nos faz virar "anjos", não. O amor não é uma demanda da terra, é o profundo desejo de vivermos sem linguagem, sem fala, como os animais em sua paz absoluta. Queremos atingir esse "absoluto", que está na calma felicidade dos animais.


Adriana Calcanhotto
Inverno

No dia em que fui mais feliz
Eu vi um avião
Se espelhar no seu olhar até sumir
De lá pra cá não sei
Caminho ao longo do canal
Faço longas cartas pra ninguém
E o inverno no Leblon é quase glacial
Há algo que jamais se esclareceu
Onde foi exatamente que larguei naquele dia mesmo
O leão que sempre cavalguei
Lá mesmo esqueci que o destino sempre me quis só
No deserto sem saudade, sem remorso só
Sem amarras, barco embriagado ao mar
Não sei o que em mim
Só quer me lembrar
Que um dia o céu reuniu-se à terra um instante por nós dois
Pouco antes de o ocidente se assombrar

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Sobre a Morte e o Morrer


Hoje tenho que fazer uma análise e o livro chama-se "Sobre a Morte e o Morrer", de Elizabeth Klübler-Ross. Tema difícil, mas vou tentar falar um pouquinho do que senti.


Como seria a Nelita no lugar de um paciente em estado terminal? Pelo meu temperamento, alguém difícil de lidar talvez. Mas com tanto a falar, tanto, que talvez até sufocaria e eu me cansasse antes mesmo de cansar meu interlocutor. Cansaria minha angústia pelo rosto de pessoas que provavelmente sofreriam ao me ver "doendo"... cansaria minha vontade de sair correndo e fingir que tudo não passou de um sonho muito, mas muito ruim...


Nesse livro, a autora participa de um trabalho que visa tentar entender o que esses pacientes sentem ao seu leito enquanto há as idas e voltas de parentes, enfermeiras e médicos, para lá e para cá, preocupados com o bem estar desses indivíduos. Em um trecho, ela cita que as pessoas, para evitarem o sofrimento que a morte traz, deveriam aprender aos poucos a se prepararem pra isso tal como uma família se prepara para a vinda de um novo ser... mas a diferença nada sutil faz todo o contexto se opor: perder dói, ganhar não. Uma vida nova faz sorrir e até mesmo preocupa, agora, e o ir embora? Não ver nunca mais? E a religião? Qual o tipo de conforto ela pode trazer? Não sei responder ainda, nem sei como vou fazer essa análise, na verdade. O livro é riquíssimo, mas não consegui formar em minha mente algo que me fizesse ser mais objetiva. O que eu salvei dele foi que os pacientes precisam ser ouvidos e toda e qualquer conversa acerca da moléstia que os afeta deve ser esclarecida passo a passo, para só então fazer com que eles ainda acreditem na vida, nem que seja no que resta. O que eu tiro disso: dignidade em primeiro lugar.


Bom terminado esse, lerei A Roda da Vida, livro autobiográfico da mesma autora. Meu pai leu assim que eu o comprei e se encantou de uma forma que não agüento mais de curiosidade! :D


A música de hoje eu devo estar repetindo de algum outro dia em que eu escrevi, mas tudo bem. A letra é uma das mais lindas que eu já vi, a banda é maravilhosa, os arranjos são lindos, etc, etc, etc. E tenho a esperança plena de que eles ainda deixarão o Canadá para virem para o Brasil novamente e dessa vez eu não perco!!!!!!!!!! Rush, Rush, Rush!!!!!!!



Rush
Time Stand Still


I turn my back to the wind
To catch my breath,
Before I start off again
Driven on,
Without a moment to spend
To pass an evening
With a drink and a friend

I let my skin get too thin
I'd like to pause,
No matter what I pretend
Like some pilgrim
Who learns to transcend
Learns to live
As if each step was the end

Time stand still
I'm not looking back
But I want to look around me now
Time stand still
See more of the people
And the places that surround me now
Time stand still

Freeze this moment
A little bit longer
Make each sensation
A little bit stronger
Experience slips away...
Experience slips away...
Time stand still

I turn my face to the sun
I close my eyes
I let my defenses down
All those wounds
That I can't get unwound
I let my past go too fast
No time to pause
If I could slow it all down
Like some captain,
Whose ship runs aground
I can wait until the tide comes around
Time stand still
I'm not looking back
But I want to look around me now
Time stand still
See more of the people
And the places that surround me
Now

Freeze this moment
A little bit longer
Make each sensation
A little bit stronger
Make each impression
A little bit stronger
Freeze this moment
A little bit longer
The innocence slips away...
The innocence slips away...

Time stand still
Time stand still

I'm not looking back
But I want to look around me now
See more of the people
And the places that surround me now
Time stand still

Summer's going fast
The nights growing colder
Children growing up
Old friends growing older
Freeze this moment
A little bit longer
Make each sensation
A little bit stronger
Experience slips away...
Experience slips away...
The innocence slips away...

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Tantos planos, mas nem sei por onde começar...

Cálculos e contas e contas e mais contas!
Tudo pra saber como gastar e quando e onde, uma loucura!
Não sou acomodada, faço o que quero e sei as conseqüências. Luto pelos meus ideais e sinto que cada dia mais me esforço... e me orgulho disso! Cada dia fica mais difícil, cada dia luto mais.

Desânimo? Sim, eu desanimo sim, mas aí é que o gosto de volta por cima é melhor! Adoro estar no controle das coisas que estão ao meu redor, mas assumo que adoro quando me estendem a mão e eu posso dividir minhas dúvidas. Não, não sou a Mulher Maravilha, eu bem que tento e em determinadas situações até consigo mas é tudo momentâneo... e passa tão rápido!

Ai... e tem uma pessoa que não sai da minha cabeça... deveria eu sair um pouco dessa maldita carapuça de mulher fortaleza e procurar notícias? Queria ver só mais uma vez que fosse... a saudade dói, mais até do que aquele dia fatídico, 06/12/2002...

Saudades de você... e dói, juro que dói...
Como me sinto? Loneliness...


Solitude
Jerry Cantrell


There's no out, downside up for good
No light, reflection understood
Had to try, perversion satisfied

Insane...so, I indulge the beast awhile

When hurting yourself feels right
And there's nothing familiar in sight
Take the time to pull the weeds
Choking flowers in your life

Or seal your doom
Cold transparent blue
Locked inside a room
In solitude

There's no flesh, my own ghost awaits
Unclean, defiled, hallucinatory state
Lust, sloth, not my only sins
It's just how, when it's time, on a degradation trip...yeah

When hurting yourself feels right
Long gone the will to fight
Take the time to pull the weeds choking flowers in your life

Or seal your doom
Cold transparent blue
Locked inside a room
In solitude
Insanity takes you
So black it's untrue




segunda-feira, 23 de abril de 2007

Dúvidas que anseiam por mudanças...


Não adianta eu saber que deveria estar estudando agora se minha cabeça não se concentra nisso... então, o melhor que eu faço é escrever a respeito.

Meu coração anseia por mudanças, quer mudar, quer ser diferente pra guiar a minha razão de outra forma, também diferente.

Sei lá, mudar de casa, mudar de roupa, mudar de cabelo, mudar o ESPÍRITO e não minha essência, mas tudo o que me incomoda. Mudar até o jeito de sentir, ei coração: está fora, vá embora, quero um sentir novo, ok?

Ok, então, preciso determinar a partir de agora o que me incomoda. E só depois posso ver o que mudar.

Já sinto diferença no que diz respeito ao estudar, estou mudando a maneira de fazer isso, já que a anterior me incomodava. Vitória, acho que verei o resultado em breve.

Quanto às outras coisas... bom, vou analisando com o tempo. Sem pressa, aprender não requer pressa e sim muita paciência. Primeira virtude que tenho que adquirir. O que eu preciso desenvolver urgentemente. Bom, vou conseguir.


Soundgarden
The Day I Tried To Live

I woke the same as any other day
Except a voice was in my head
It said seize the day, pull the trigger
Drop the blade
And watch the rolling heads

The day I tried to live
I stole a thousand beggar's change
And gave it to the rich

The day I tried to win
I dangled from the power lines
And let the martyrs stretch

Singing
One more time around
Might do it
One more time around
Might make it
One more time around
Might do it
One more time around
Might make it

The day I tried to live

Words you say never seem
To live up to the ones
Inside your head
The lives we make
Never seem to ever get us anywhere
But dead

The day I tried to live
I wallowed in the blood and mud with
All the other pigs

I woke the same as any other day you know
I should have stayed in bed

The day I tried to win
I wallowed in the blood and mud with
All the other pigs

And I learned that I was a liar

Just like you

sábado, 21 de abril de 2007

A cada dia mais complicada fica a vida!


A rapadura é doce, mas não é mole mesmo!


Sou feliz todos os dias e segundo após segundo por estar fazendo algo que eu gosto muito, por estudar algo que me faz feliz e saber o quanto é lindo e extremamente necessário.


Medicina... Medicina, minha vida, minha história, meu amor!


Minhas provas estão no fim, só dia 25 e depois a partir do dia 19 de maio. Estou terminando um trabalho de Oftalmologia e vou começar um de Neurocirurgia. tem ainda mais dois, um de Patologia e um de técnica Cirúrgica, que será apresentado inclusive. Reclamo pois pesa, mas momentos como Pré-Intermed, Fuga pro Guarujá e coisas assim fazem desse pesado dia a dia algo tão gostoso que seis anos de faculdade vão passar rápido demais...

Mas prometo pra mim mesma, curtir tudo da forma mais saudável e adquirir todas as responsabilidades que me serão impostas da forma mais responsável.

E transmitir tranqüilidade àqueles que precisarem de mim, sempre!

Aqui há uma futura médica feliz!



Roxette
Listen to your heart


I know there's something in the wake of your smile
I get a notion from the look in your eyes, yea
You've built a love but that love falls apart
Your little piece of heaven turns too dark

Listen to your heart
when he's calling for you
Listen to your heart
there's nothing else you can do
I don't know where you're going
and I don't know why,
but listen to your heart
before you tell him goodbye

Sometimes you wonder if this fight is worthwhile
The precious moments are all lost in the tide, yea
They're swept away and nothing is what is seems,
the feeling of belonging to your dreams

Listen to your heart
when he's calling for you
Listen to your heart
there's nothing else you can do
I don't know where you're going
and I don't know why,
but listen to your heart
before you tell him goodbye

And there are voices
that want to be heard
So much to mention
but you can't find the words
The scent of magic,
the beauty that's been
when love was wilder than the wind

Listen to your heart
when he's calling for you
Listen to your heart
there's nothing else you can do
I don't know where you're going
and I don't know why,
but listen to your heart
before...

Listen to your heart
when he's calling for you
Listen to your heart
there's nothing else you can do
I don't know where you're going
and I don't know why,
but listen to your heart
before you tell him goodbye

(Listen to your heart)
(Listen to your heart)
(Listen to your heart)
(Listen to your heart)
(Listen to your heart)
(Listen to your heart)
(Listen to your heart)
(Listen to your heart)
(Listen to your heart)
(Listen to your heart)