
Muito tempo depois, aqui estou novamente a escrever... pois bem, vamos lá.
Do blog de uma amiga acabei abrindo o meu, que me levou a outro blog de outra amiga cuja última postagem se tratava de um amigo que tinha sido enganado por alguém em um envolvimento amoroso - indicava inclusive um filme que pegarei hoje sem falta alguma, cena da próxima postagem.
Qual foi a minha reflexão em cima da postagem lida por mim?
A mentira é a máscara da covardia e do medo.
Analisando: pessoas que precisam mentir não contam a verdade - óbvio - mas... qual o motivo para não falarem o que realmente pensam? Medo? Sim. Covardia? Também. Alguém dá mais?
Quando mentimos (opa eu também já menti, mas nada que me levasse muito longe... aprendi!), deixamos de enfrentar, dentre outras coisas, expressões de raiva, desentendimentos, mágoas, lágrimas, berros, desabafos... tudo o que pode assustar quem resolve mentir - olha só... medo andando lado a lado com a covardia e a mentira encobre os dois primeiros! As coisas são mais suaves pós mentiras, na maioria das vezes. São resolvidas de acordo com o que o mentiroso deseja, não de acordo com o que seria claro e objetivo para o outro - hummmm... mentira = egoísmo! Outra análise a ser feita mais pra frente... até que ponto olhar para o próprio nariz não prejudica o próximo, já que não se vive sozinho nesse mundo.
A verdade, em contrapartida, sempre dói mais... sempre deixa uma marca. Mas aqui vem o meu desafio: uma vez com a dor da verdade conhecida depois de saber que houve uma mentira antes, como é visto o alguém que mentiu? Do outro lado do ringue: sofri a dor de uma verdade... a quem confiarei meu rosto pra levar outro tapa, se necessário for e sabendo que a verdade será esclarecedora? Do mentiroso ou de quem soube ser transparente desde o começo?
Isso sem falar de pessoas que só vivem das máscaras... que até na própria casa precisa delas. Pra quem elas estão mentindo? A quem elas estão enganando? Deve ser estranho se olhar no espelho e saber a verdade ao mesmo tempo que tenta se enganar com mentiras... um trabalho psicológico muito grande... e será que compensa?
Vivi situações em que a covardia, o medo e a mentira estavam muito unidos e foram expressos de forma que as pessoas se entregavam sem perceber. Risadas nervosas, frases/histórias incoerentes, documentos escritos desconexos, mudança de foco sem conclusão do assunto inicial... situações sem qualquer coesão e em que, num momento, uma característica minha era exposta como motivo de orgulho e logo em seguida virou o meu maior defeito, como se isso tivesse sido uma descoberta brutal contra todos os princípios, por exemplo, quase como se eu tivesse matado tendo antes pregado que a vida humana é sagrada. O que essas pessoas ganharam com isso? E a maior comédia: achar que está de fato enganando. Alguém avisa, por gentileza, que o enganado é o reflexo do espelho dessas pessoas? Obrigada! =)
Aliás... a mentira seria também máscara para a inveja? Acho que sim, porque na inveja estão imbutidos o medo de assumir a admiração pelo outro/ a vontade de ser o outro/ de ter o que o outro tem e a covardia de não tentar ser o que se quer ser, coisa que provavelmente o outro tem como grande virtude.
No fim das contas, minha conclusão é que prefiro ser de verdade mesmo. Dói, eu choro, já fiz chorar (só de lembrar a cena, meus olhos acabaram de encher de tanto que amo essa pessoa e a fiz chorar!!!), mas em contrapartida, eu CONFIO e me faço confiar. Isso é amar, já dizia a minha amiga do post inspirador desse, e amar é pra sempre! Amar é conquista, é tempo de vida, é libertação, é opinião... é verdade, enfim.
Filmes: considerando o domingo - não assisti a filme algum, então, ficam duas dicas.
1. Little Miss Sunshine, que assisti sexta. Moral da história: o verdadeiro perdedor nem chega a tentar. Vale a pena ver!
2. Os Sem Floresta, vi no sábado. Tinha achado bobinho, mas depois de concluir meu post percebi que o tema embutido era o "contar sempre a verdade"... coincidência...
Música: postagem ao som de Coldplay - Fix You (e outras que tocaram antes, mas nem sei quais agora)