quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Coração, se acalma... ainda há muito o que viver...

O coitadinho anda surtando há um mês e o pior, sabendo que não adianta surtar.
Você... queria um dia que entendesse o quanto é especial e eterna a sua presença na minha vida. "POLARIZE ME SENSITIZE ME CRITICIZE ME CIVILIZE ME COMPENSATE ME ANIMATE ME COMPLICATE ME ELEVATE ME"... esse trecho da música do Rush que ouvi naquele dia traduz exatamente essa minha bagunça com relação a você...rs. Avassalador.

Sabe, o grande "problema" de homens cobiçados como você e que são assediados é a dura realidade da sensação clara de que a pessoa que o quer, no caso eu, foi mais uma por não poder acompanhar os seus passos e mais dolorida ainda é a sensação e suposição de que talvez, mas muito provavelmente mesmo, daqui a um tempo você nem se lembre mais de mim. E ver seu olhar me queimando ao mesmo tempo acaba sendo uma loucura de tão contráditória que é a situação, fora que me deixava e ainda está deixando sem rumo, mas eu vou encontrá-lo de volta. Enfim, eu sei que nossas vidas têm rumos tão, mas tão diferentes que levam com que a gente se cruze ao acaso apenas e isso há um ano e dois meses e nunca tivemos nada além de acasos. E puxa vida, esses acasos são tudo o que eu tenho/tive de mais real até hoje em minha vida. A pena é o que nunca os nossos caminhos se encontram de verdade e isso é implícito em nossas escolhas de vida e carreira, sendo assim, praticamente nada além da música coage para que possamos nos conhecer mais, pois o que sei de você chega a ser um nada perto do que eu acredito que outras pessoas saibam.

Não, eu não me considero apaixonada, eu simplesmente sinto com uma intensidade tão grande tudo o que me acontece que me sufoca. Sufoca, aperta, parece arrancar pedaços de mim e tento esconder e me esforço para que ninguém perceba, tentando em vão fazer de conta que nada está acontecendo... odeio me sentir frágil, como se um vento fosse me rachar ao meio... mas é assim que me sinto, paciência. Não gosto de me sentir um vaso prestes a quebrar sobrando só caquinhos que virarão pó, mas pelo jeito, há um cristal de fina parede por trás da rocha que as pessoas vêem por fora quando me olham... essa sou eu. E tento manter a rocha a todo custo e você nem imagina o quanto...
Você que nunca vai se lembrar dos detalhes que eu tenho em minha mente, nem do quanto eu me perdi quando me abordou pela 1ª vez insinuando que queria ficar comigo, nem do quanto eu te quis mesmo sem achar que eu soube demonstrar isso nos momentos em que estivemos juntos. Um dia eu quero te falar o quanto você terá sempre a sua marca aqui, pois sua presença em minha vida é única e arrebatadoramente estranha, foi do nada que nos descobrimos, foi do nada que você entrou na minha vida e tenho motivos mais do que de sobra para saber por A+B que homem nenhum vai tirar sua imagem de mim, mesmo eu sabendo que ainda há muito sentimento aqui a ser transbordado e compartilhado. Entende? É como um amor platônico, pois nem amigos somos e tão pouco nos conhecemos direito, mas ao mesmo tempo, como pode? Eu senti seus beijos e seu corpo junto ao meu, me fazendo viajar e pedir para não acabar nunca! E foi mais real do que eu poderia imaginar em minha vida quando o conheci uns quase dois anos atrás e fantasiava que deveria ser muito bom ficar com você - eu não sonhava que um dia isso aconteceria. Já cheguei até mesmo a pensar que, se você não tivesse chegado perto de mim eu estaria tão sossegada agora! Imune, quietinha. Mas pobre, pois enriqueci minha vida com sua presença. Às vezes eu me faço de vítima, mas aí penso: certas coisas têm que acontecer comigo... ótimo então. Eu não me importo... que doa, como está de fato doendo, será uma cicatriz pra minha coleção: sinal de que brinquei com fogo, me queimei e tenho mais um capítulo bem escrito em minha história.
Sabe, eu não poderei te acompanhar de pertinho, mas estarei sempre aqui torcendo muito para que os seus passos lentos mas seguros - como você mesmo me disse - te levem aonde você quer chegar e eu sei que vai chegar. Seu sucesso será parte da minha alegria e eu vou olhar por você onde quer que você esteja: eu sempre procurarei notícias suas e sei que serão sempre as melhores. Eu queria que você soubesse disso tudo. Eu queria saber disso tudo por você mesmo, mas se não tiver como eu me viro e descubro.
Ah, te adoro pra sempre... pelo pouco que pude ter de alegria ao seu lado me sentindo desejada, por te ver dormindo, pelas sensações de coração saindo pela boca, pela tremedeira, pelo seu olhar me "fuzilando" de longe, pelos beijos e (primeiras) outras trocas, pelos ciúmes esquisitos das suas ex-namoradas bem como da inveja que eu senti delas em andar de mãos dadas com você e te beijar em público, pelos e-mails que trocamos e eu guardei todos, pelas tatuagens do seu corpo, pelo perfume do seu cabelo e pele, pela sensação de solidão e vazio de agora misturada com completude, pela sua ausência e pelas marcas que deixou em minha vida pra sempre.


Ao som de Queensrÿche, álbum Promised Land (1994)
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segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Seria coincidência...

... crise e crescimento terem as duas primeiras sílabas parecidinhas? Afinal, quem nunca falou "cresci após uma crise"? Sei lá, viu...

No fim das contas, o que são e pra que servem as crises existenciais??? Acabei de ter uma, são três e quase quatro da manhã, não fui dormir ainda e depois de ter agitado numa balada, onde amigos tocaram muito rock'n'roll, desfilaram, se abraçaram e se curtiram, vim pensando e divagando o caminho todo de volta pra casa - a partir do momento em que me encontrei sozinha, claro.

Nem sei por onde começo, mas a primeira pergunta: cadê aquela "mulher super resolvida"? Confesso: sumiu por uns instantes sim, afinal, bateu aquele vazio, aquela solidão, aquele sentimento de "Sozinha no Mundo" - título de um livro infanto-juvenil que não tive o prazer de ler ATÉ HOJE, rs. É uma mistura surreal de existência num mundo tão vasto e, ao mesmo tempo, ausência e solidão; ao mesmo tempo, a sensação hilária de que não sou sequer uma gotinha desse mar profundo e imenso, quem sabe nao serei 1/4 de gota, um dia desses? Todas as pessoas em algum momento já se sentiram terrivelmente sozinhas, querendo apenas um olhar... um abraço... nossa, como eu queria um agora. Eu queria aquele colinho pra me aconchegar e ficar quietinha sim, como diz a minha amada Scherazade de "Contadores de Histórias" (ver nos links). Sabe, foi isso o que mais me "aconchegou" às suas palavras... o que eu queria era um colo e senti como se você me descrevesse no que escreveu, senti na pele quase como brasa, era a expressão que me faltava no ápice da tal crise.

Uma pessoa muito querida e com quem me decepcionei um dia me deu um ensinamento que agora questiono - e nada tem a ver com o fato de não falar mais com essa pessoa, vamos deixar isso claro: ninguém te completa verdadeiramente, você é sozinho sempre e a caminhada é sempre solitária. Você tem que ser feliz consigo mesmo antes de querer ser feliz ao lado de outro. Eu concordei com lágrimas nos olhos, pois se eu fosse "completa com alguém" das duas uma: ou teria nascido grudada com a minha alma gêmea (o que não seria de todo ruim, vamos combinar!) ou então cada ser humano se bastaria como unidade formando outros indivíduos unos sem precisar conviver com quem quer que fosse, seja na amizade, na família, no sexo, no trabalho, enfim.

Entretanto, eis a minha grande dúvida... se o caminhar é tão solitário assim, se é absolutamente normal e se é algo intrínseco, não deveria ser ruim. Como então há tantas pessoas que sentem isso de forma ruim? Aliás, ele mesmo, tão ímpar, tão culto e de inteligência absurda não está "sozinho". Além de tudo, EU sinto às vezes que pelo menos pra mim É ruim SIM e me incomoda nos momentos em que isso aflora. Dói de um jeito que sufoca... odeio sentir isso, sempre acreditei ser ímpar até às vezes imaginar que seria mais interessante formar um par.

Sabe, vim pensando e pensando e pensando, cheguei em casa, meus pais dormindo, meu irmão no computador - claro que pertubei ele um pouco ou não sou eu a irmã que chegou em casa, rs - e continuo pensando, chega a irritar. E um dos pensamentos foi em algo que eu li sobre as almas gêmeas. No geral, fala sobre grupo de almas, como se a família se formasse de acordo com a ligação que há entre elas, assim como os círculos de amizades. Eu acredito nisso fervorosamente, se couber essa palavra no meu vocabulário. E o que eu vou postar abaixo traduz o que eu acho e, experiência própria, existem duas pessoas na minha vida que me fazem crer nisso. Duas... mas... e se houver a terceira??? Aliás, há essa terceira nesse instante em que eu também existo? Ou será lenda?


O Enigma das Almas Gêmeas

O enigma das almas gêmeas reside no fundo do coração de todos nós. Ansiamos por encontrar aquela outra metade que nos fará nos sentirmos inteiros, e somos abençoados se a encontramos. Mas será isso apenas uma fantasia romântica? Para aceitar o enigma das almas gêmeas, temos queconsiderar a idéia de que tudo no universo é uma expressão da dualidade divina, mas de que estamos aqui para cumprir um propósito mais elevado. (...)

A filosofia esotérica acredita que, quando nosso espírito separa-se da fonte da dualidade divida, nós passamos a ter uma consciência comum a um grupo de almas. Dentro desse grupo de almas, expressões individuais da alma emergem e se separam do grupo para se tornar alams orientadoras que contém a dualidade divina do Yin e Yang, nos princípios feminino e masculino. Esses dois princípios são almas gêmeas que têm certas tarefas kármicas a cumprir na vida física, antes que possam se integrar mais uma vez à fonte da dualidade divina.

Uma vez tomada a decisão de encarnar para empreender esses testes kármicos, as almas gêmeas dividem-se em dois seres distintos e entram no plano terrestre para começar a tarefa que lhes cabe na vida. Qualquer que seja essa tarefa kármica sua essência será sempre aprender a amar incondicionalmente na existência física, enfrentando todos os testes necessários para vencer essa experiência.

Pode não convir que duas almas encontrem-se novamente por muitas encarnações. Elas podem se encontrar em algumas vidas, e sentir uma atração muito forte, contudo, nenhuma terá se desenvolvido ou crescido o suficiente para se unirem.
Às vezes pode ser bom para ambas que uma não encarne, permanecendo, em vez disso, no grupo das almas para fazer outros tipos de trabalho kármico. A não ser que a pessoa saiba, no fundo do coração, que o parceiro divino não está caminhando sobre a Terra, haverá um anseio constante em encontrar essa outra "metade". É como se uma sensação de perda estivesse sempre presente, a despeito da intensidade dos relacionamentos que elas possam ter com outras pessoas. (...)

Quando ambas as almas estão na mesma vibração, as circunstâncias conspiram para unir as duas, a fim de que elas possam unir suas energias masculina e feminina e expressar a dualidade divina. Isso, porém, não quer dizer necessariamente que elas se tornem amantes. (...) por Susan Bowes


Coming Back To Life
Pink Floyd

Where were you when I was burned and broken

While the days slipped by from my window watching

Where were you when I was hurt and I was helpless

Because the things you say and the things you do surround me

While you were hanging yourself on someone else's words

Dying to believe in what you heard

I was staring straight into the shining sun

Lost in thought and lost in time

While the seeds of life and the seeds of change were planted

Outside the rain fell dark and slow

While I pondered on this dangerous but irresistible pastime

I took a heavenly ride through our silence

I knew the moment had arrived

For killing the past and coming back to life

I took a heavenly ride through our silence

I knew the waiting had begun

And headed straight...into the shining sun



sábado, 5 de janeiro de 2008

Redescobrindo o expressar e, quem sabe, o sentir

Acredito que a primeira coisa que vem à cabeça quando se pensa em ano novo é justamente o renovar-se, mudar, organizar. Mudança, essa eu enxergo como sendo a principal e mais visada palavra por todos pelo mundo afora. Bom, com 24 anos, na "flor da idade"... acho que agora, de verdade, estou sentindo essa necessidade. Quero me enxergar como ser humano pura e simplesmente, como mulher que estou me tornando dia após dia, como futura médica, como futura mãe - daqui uns anos, quem sabe, eu esteja apta a isso. Nunca antes eu senti essa tentativa mais forte de ter uma identidade, de ser vista como eu quero que me vejam. Eu me via como um bichinho do mato escondido, mas o que sempre escondi foi a minha essência, o meu valor e as minhas idéias. Sempre achei isso um trunfo guardado sob a manga, achando que me serviria de arma e essa arma acabei usando muitas vezes sim, só que contra mim mesma. Aprendendo e mudando pra melhor; é o que importa.

Pra comemorar essa volta às reflexões, vou começar a transcrever uns textos que estão fadados a irem para o lixo por serem sinônimos de papéis amarelados e amarelando pelo tempo. Vou tomar a liberdade de colocar como autor desconhecido os que eu de fato duvidar da autoria ou realmente desconhecê-los, melhor que não designar o nome correto à sua obra. São textos que ganhei, que fotocopiei, que transcrevi de outro lugar, enfim, que pra mim tiveram alguma importância, marcaram um dado e importante momento e não quero simplesmente apagar da minha vida, apesar de ter jogado tanta coisa fora - coisas das quais eu não conseguia me desfazer e só me acumulavam recordações desnecessárias, inclusive.

Comece então 2008, ano cuja soma dá 1 (amo números ímpares). :o)


O amor impossível é o verdadeiro amor (por Arnaldo Jabor - O Estado de São Paulo, terça-feira, 10 de dezembro de 2002)

Outro dia escrevi um artigo sobre o amor. Depois, escrevi outro sobre sexo. Os dois artigos mexeram com a cabeça de pessoas que encontro na rua e que me agarram, dizendo: "Mas... afinal, o que é o amor?" E esperam, de olho muito aberto, uma resposta "profunda". Sei apenas que há um amor mais comum, do dia-a-dia, que é nosso velho conhecido, um amor datado, um amor que muda com as décadas, o amor prático que rege o "eu te amo" ou "eu não te amo". Eu, branco, classe média, brasileiro, já vi esse amor mudar muito. Quando eu era jovem, nos anos 60/70, o amor era um desejo romântico, um sonho político, contra o sistema, amor da liberdade, a busca de um "desregramento dos sentidos". Depois, nos ano 80/90 foi ficando um amor de consumo, um amor de mercado, uma progressiva apropriação indébita do "outro". O ritmo do tempo acelerou o amor, o dinheiro contabilizou o amor, matando seu mistério impalpável. Hoje, temos controle, sabemos por que "amamos", temos medo de nos perder no amor e fracassar na produção. A cultura americana está criando um "desencatamento" insuportável na vida social. O amor é a recusa desse desencanto. O amor quer o encantamento que os bichos têm, naturalmente.

Por isso, permitam-me hoje ser um falso "profundo" (tratar só de política me mata...) e falar de outro amor, mais metafísico, mais seminal, que transcende as décadas, as modas. Esse amor é como uma demanda da natureza, ou melhor, do nosso exílio da natureza. É um amor quase como um órgão físico que foi perdido. Como escreveu o Ferreira Gullar outro dia, num genial poema publicado sobre a cor azul, que explica indiretamente o que tento falar: o amor é algo "feito um lampejo que surgiu no mundo/ essa cor/ essa mancha/ que a mim chegou/ de detrás de dezenas de milhares de manhãs/ e noites estreladas/ como um puído aceno humano/ mancha azul que carrego comigo como carrego meus cabelos ou uma lesão oculta onde ninguém sabe".

Pois, senhores, esse amor existe dentro de nós como uma fome quase que "celular". Não nasce nem morre das "condições históricas"; é um amor que está entranhado no DNA, no fundo da matéria. É uma pulsão inevitável, quase uma "lesão oculta" dos seres expulsos da natureza. Nós somos o único bicho "de fora", estrangeiro. Os bichos têm esse amor, mas nem sabem.

(Estou sendo "filosófico", mas... tudo bem... não perguntaram?) Esse amor bate em nós como os frêmitos primordiais das células do corpo e como as fusões nucleares das galáxias; esse amor cria em nós a sensação do Ser, que só é perceptível nos breves instantes em que entramos em compasso com o universo. Nosso amor é uma reprodução ampliada da cópula entre o espermatozóide e o óvulo se interpenetrando. Por obra do amor, saímos do ventre e queremos voltar, queremos uma "reintegração de posse" de nossa origem celular, indo até a dança primitiva das moléculas. Somos grandes células que querem se re-unir, separados pelo sexo, que as dividiu. ("Sexo" vem de "secare" em latim: separar, cortar.)

O amor cria momentos em que temos a sensação de que a "máquina do mundo" ou a máquina da vida se explica, em que tudo parece parar num arrepio, como uma lembrança remota. Como disse Artaud, o louco sobre a arte (ou o amor): " A arte não é a limitação da vida. A vida é que é a imitação de algo transcendental com que a arte nos põe em contato." E a arte não é a linguagem do amor? E não falo aqui dos grandes momentos de paixão, dos grandes orgasmos, dos grandes beijos - eles podem ser enganosos. Falo de brevíssimos instantes de felicidade sem motivo, de um mistério que subitamente parece revelado. Há, nesse amor, uma clara geometria entre o sentimento e a paisagem, como na poesia de Francis Ponge, quando o cabelo da amada se liga aos pinheiros da floresta ou quando o seu brilho ruivo se une com o sol entre os ramos das árvores ou entre as tranças da mulher amada e tudo parece decifrado. Mas, não se decifra nunca, como a poesia. Como disse alguém: a poesia é um desejo de retorno a uma língua primitiva. O amor também. Melhor dizendo: o amor é essa tentativa de atingir o impossível, se bem que o "impossível" é indesejado hoje em dia; só queremos o controlado, o lógico. O amor anda transgênico, geneticamente modificado, fast love.

Escrevi outro dia que "o amor vive da incompletude e esse vazio justifica a poesia da entrega. Ser impossível é sua grande beleza. Claro que o amor também é feito de egoísmos, de narcisismos mas, ainda assim, ele busca uma grandeza - mesmo no crime de amor há um terrível sonho de plenitude. Amar exige coragem e hoje somos todos covardes."

Mas, o fundo e inexplicável amor acontece quando você "cessa", por brevíssimos instantes. A possessividade cessa e, por segundos, ela fica compassiva. Deixamos o amado ser o que é e o outro é contemplado em sua total solidão. Vemos um gesto frágil, um cabelo molhado, um rosto dormindo, e isso desperta em nós uma espécie de "compaixão" pelo nosso desamparo.

Esperamos do amor essa sensação de eternidade. Queremos nos enganar e achar que haverá juventude para sempre, queremos que haja sentido para a vida, que o mistério da "falha" humana se revele, queremos esquecer, melhor, queremos "não-saber" que vamos morrer, como só os animais não sabem. O amor é uma ilusão sem a qual não podemos viver. Como os relâmpagos, o amor nos liga entre a Terra e o céu. Mas, como souberam os grandes poetas como Cabral e Donne, a plenitude do amor não nos faz virar "anjos", não. O amor não é uma demanda da terra, é o profundo desejo de vivermos sem linguagem, sem fala, como os animais em sua paz absoluta. Queremos atingir esse "absoluto", que está na calma felicidade dos animais.


Adriana Calcanhotto
Inverno

No dia em que fui mais feliz
Eu vi um avião
Se espelhar no seu olhar até sumir
De lá pra cá não sei
Caminho ao longo do canal
Faço longas cartas pra ninguém
E o inverno no Leblon é quase glacial
Há algo que jamais se esclareceu
Onde foi exatamente que larguei naquele dia mesmo
O leão que sempre cavalguei
Lá mesmo esqueci que o destino sempre me quis só
No deserto sem saudade, sem remorso só
Sem amarras, barco embriagado ao mar
Não sei o que em mim
Só quer me lembrar
Que um dia o céu reuniu-se à terra um instante por nós dois
Pouco antes de o ocidente se assombrar

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Sobre a Morte e o Morrer


Hoje tenho que fazer uma análise e o livro chama-se "Sobre a Morte e o Morrer", de Elizabeth Klübler-Ross. Tema difícil, mas vou tentar falar um pouquinho do que senti.


Como seria a Nelita no lugar de um paciente em estado terminal? Pelo meu temperamento, alguém difícil de lidar talvez. Mas com tanto a falar, tanto, que talvez até sufocaria e eu me cansasse antes mesmo de cansar meu interlocutor. Cansaria minha angústia pelo rosto de pessoas que provavelmente sofreriam ao me ver "doendo"... cansaria minha vontade de sair correndo e fingir que tudo não passou de um sonho muito, mas muito ruim...


Nesse livro, a autora participa de um trabalho que visa tentar entender o que esses pacientes sentem ao seu leito enquanto há as idas e voltas de parentes, enfermeiras e médicos, para lá e para cá, preocupados com o bem estar desses indivíduos. Em um trecho, ela cita que as pessoas, para evitarem o sofrimento que a morte traz, deveriam aprender aos poucos a se prepararem pra isso tal como uma família se prepara para a vinda de um novo ser... mas a diferença nada sutil faz todo o contexto se opor: perder dói, ganhar não. Uma vida nova faz sorrir e até mesmo preocupa, agora, e o ir embora? Não ver nunca mais? E a religião? Qual o tipo de conforto ela pode trazer? Não sei responder ainda, nem sei como vou fazer essa análise, na verdade. O livro é riquíssimo, mas não consegui formar em minha mente algo que me fizesse ser mais objetiva. O que eu salvei dele foi que os pacientes precisam ser ouvidos e toda e qualquer conversa acerca da moléstia que os afeta deve ser esclarecida passo a passo, para só então fazer com que eles ainda acreditem na vida, nem que seja no que resta. O que eu tiro disso: dignidade em primeiro lugar.


Bom terminado esse, lerei A Roda da Vida, livro autobiográfico da mesma autora. Meu pai leu assim que eu o comprei e se encantou de uma forma que não agüento mais de curiosidade! :D


A música de hoje eu devo estar repetindo de algum outro dia em que eu escrevi, mas tudo bem. A letra é uma das mais lindas que eu já vi, a banda é maravilhosa, os arranjos são lindos, etc, etc, etc. E tenho a esperança plena de que eles ainda deixarão o Canadá para virem para o Brasil novamente e dessa vez eu não perco!!!!!!!!!! Rush, Rush, Rush!!!!!!!



Rush
Time Stand Still


I turn my back to the wind
To catch my breath,
Before I start off again
Driven on,
Without a moment to spend
To pass an evening
With a drink and a friend

I let my skin get too thin
I'd like to pause,
No matter what I pretend
Like some pilgrim
Who learns to transcend
Learns to live
As if each step was the end

Time stand still
I'm not looking back
But I want to look around me now
Time stand still
See more of the people
And the places that surround me now
Time stand still

Freeze this moment
A little bit longer
Make each sensation
A little bit stronger
Experience slips away...
Experience slips away...
Time stand still

I turn my face to the sun
I close my eyes
I let my defenses down
All those wounds
That I can't get unwound
I let my past go too fast
No time to pause
If I could slow it all down
Like some captain,
Whose ship runs aground
I can wait until the tide comes around
Time stand still
I'm not looking back
But I want to look around me now
Time stand still
See more of the people
And the places that surround me
Now

Freeze this moment
A little bit longer
Make each sensation
A little bit stronger
Make each impression
A little bit stronger
Freeze this moment
A little bit longer
The innocence slips away...
The innocence slips away...

Time stand still
Time stand still

I'm not looking back
But I want to look around me now
See more of the people
And the places that surround me now
Time stand still

Summer's going fast
The nights growing colder
Children growing up
Old friends growing older
Freeze this moment
A little bit longer
Make each sensation
A little bit stronger
Experience slips away...
Experience slips away...
The innocence slips away...

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Tantos planos, mas nem sei por onde começar...

Cálculos e contas e contas e mais contas!
Tudo pra saber como gastar e quando e onde, uma loucura!
Não sou acomodada, faço o que quero e sei as conseqüências. Luto pelos meus ideais e sinto que cada dia mais me esforço... e me orgulho disso! Cada dia fica mais difícil, cada dia luto mais.

Desânimo? Sim, eu desanimo sim, mas aí é que o gosto de volta por cima é melhor! Adoro estar no controle das coisas que estão ao meu redor, mas assumo que adoro quando me estendem a mão e eu posso dividir minhas dúvidas. Não, não sou a Mulher Maravilha, eu bem que tento e em determinadas situações até consigo mas é tudo momentâneo... e passa tão rápido!

Ai... e tem uma pessoa que não sai da minha cabeça... deveria eu sair um pouco dessa maldita carapuça de mulher fortaleza e procurar notícias? Queria ver só mais uma vez que fosse... a saudade dói, mais até do que aquele dia fatídico, 06/12/2002...

Saudades de você... e dói, juro que dói...
Como me sinto? Loneliness...


Solitude
Jerry Cantrell


There's no out, downside up for good
No light, reflection understood
Had to try, perversion satisfied

Insane...so, I indulge the beast awhile

When hurting yourself feels right
And there's nothing familiar in sight
Take the time to pull the weeds
Choking flowers in your life

Or seal your doom
Cold transparent blue
Locked inside a room
In solitude

There's no flesh, my own ghost awaits
Unclean, defiled, hallucinatory state
Lust, sloth, not my only sins
It's just how, when it's time, on a degradation trip...yeah

When hurting yourself feels right
Long gone the will to fight
Take the time to pull the weeds choking flowers in your life

Or seal your doom
Cold transparent blue
Locked inside a room
In solitude
Insanity takes you
So black it's untrue




segunda-feira, 23 de abril de 2007

Dúvidas que anseiam por mudanças...


Não adianta eu saber que deveria estar estudando agora se minha cabeça não se concentra nisso... então, o melhor que eu faço é escrever a respeito.

Meu coração anseia por mudanças, quer mudar, quer ser diferente pra guiar a minha razão de outra forma, também diferente.

Sei lá, mudar de casa, mudar de roupa, mudar de cabelo, mudar o ESPÍRITO e não minha essência, mas tudo o que me incomoda. Mudar até o jeito de sentir, ei coração: está fora, vá embora, quero um sentir novo, ok?

Ok, então, preciso determinar a partir de agora o que me incomoda. E só depois posso ver o que mudar.

Já sinto diferença no que diz respeito ao estudar, estou mudando a maneira de fazer isso, já que a anterior me incomodava. Vitória, acho que verei o resultado em breve.

Quanto às outras coisas... bom, vou analisando com o tempo. Sem pressa, aprender não requer pressa e sim muita paciência. Primeira virtude que tenho que adquirir. O que eu preciso desenvolver urgentemente. Bom, vou conseguir.


Soundgarden
The Day I Tried To Live

I woke the same as any other day
Except a voice was in my head
It said seize the day, pull the trigger
Drop the blade
And watch the rolling heads

The day I tried to live
I stole a thousand beggar's change
And gave it to the rich

The day I tried to win
I dangled from the power lines
And let the martyrs stretch

Singing
One more time around
Might do it
One more time around
Might make it
One more time around
Might do it
One more time around
Might make it

The day I tried to live

Words you say never seem
To live up to the ones
Inside your head
The lives we make
Never seem to ever get us anywhere
But dead

The day I tried to live
I wallowed in the blood and mud with
All the other pigs

I woke the same as any other day you know
I should have stayed in bed

The day I tried to win
I wallowed in the blood and mud with
All the other pigs

And I learned that I was a liar

Just like you

sábado, 21 de abril de 2007

A cada dia mais complicada fica a vida!


A rapadura é doce, mas não é mole mesmo!


Sou feliz todos os dias e segundo após segundo por estar fazendo algo que eu gosto muito, por estudar algo que me faz feliz e saber o quanto é lindo e extremamente necessário.


Medicina... Medicina, minha vida, minha história, meu amor!


Minhas provas estão no fim, só dia 25 e depois a partir do dia 19 de maio. Estou terminando um trabalho de Oftalmologia e vou começar um de Neurocirurgia. tem ainda mais dois, um de Patologia e um de técnica Cirúrgica, que será apresentado inclusive. Reclamo pois pesa, mas momentos como Pré-Intermed, Fuga pro Guarujá e coisas assim fazem desse pesado dia a dia algo tão gostoso que seis anos de faculdade vão passar rápido demais...

Mas prometo pra mim mesma, curtir tudo da forma mais saudável e adquirir todas as responsabilidades que me serão impostas da forma mais responsável.

E transmitir tranqüilidade àqueles que precisarem de mim, sempre!

Aqui há uma futura médica feliz!



Roxette
Listen to your heart


I know there's something in the wake of your smile
I get a notion from the look in your eyes, yea
You've built a love but that love falls apart
Your little piece of heaven turns too dark

Listen to your heart
when he's calling for you
Listen to your heart
there's nothing else you can do
I don't know where you're going
and I don't know why,
but listen to your heart
before you tell him goodbye

Sometimes you wonder if this fight is worthwhile
The precious moments are all lost in the tide, yea
They're swept away and nothing is what is seems,
the feeling of belonging to your dreams

Listen to your heart
when he's calling for you
Listen to your heart
there's nothing else you can do
I don't know where you're going
and I don't know why,
but listen to your heart
before you tell him goodbye

And there are voices
that want to be heard
So much to mention
but you can't find the words
The scent of magic,
the beauty that's been
when love was wilder than the wind

Listen to your heart
when he's calling for you
Listen to your heart
there's nothing else you can do
I don't know where you're going
and I don't know why,
but listen to your heart
before...

Listen to your heart
when he's calling for you
Listen to your heart
there's nothing else you can do
I don't know where you're going
and I don't know why,
but listen to your heart
before you tell him goodbye

(Listen to your heart)
(Listen to your heart)
(Listen to your heart)
(Listen to your heart)
(Listen to your heart)
(Listen to your heart)
(Listen to your heart)
(Listen to your heart)
(Listen to your heart)
(Listen to your heart)



sábado, 3 de março de 2007

Soninho, mas vou resistir!


Simpósio de Oftalmologia da UNIFESP. Três dias; cansativo! Além de ter que perder aulas quinta e sexta, são 15 minutos por palestrante, assuntos complexos e que uma "terceiro-anista" vai ficar viajando! Bendita Liga, se não fosse ela, sairia zerada mesmo,o que entendi devo às aulas e atendimentos no HEWA. Está sim valendo a pena, apesar de estar com sono. E ainda por cima vou hoje direto de lá para o trabalho... será que agüento Ai, ai!

Sabe, mudando de assunto! Não tenho idéia alguma sobre o fato de eu querer mesmo ser oftalmologista ou não! Exemplo: sei que tenho um pé na cirurgia, mas cirurgia de olho acho que não faço. Se for assim, terá que ser outra especialidade. Mas quer saber?

Meu sonho era fazer medicina, ser médica. Estou fazendo medicina, estou me transformando em uma médica. Especialidade? Sei lá! Cursos? Vou fazer vários, vários! Ainda haverá muitos congressos, muitos simpósios e independe da especialidade. Eu notei sinceramente que estou em busca dessa resposta mais para agradar aos ouvidos alheios do que a mim mesma, então resolvi desencanar. Mas pensando no pessoal, estou gostando muito da Oftalmologia... acredito que os olhos são sim espelhos da alma... E agora resolvi dar importância á minha felicidade e liberdade de escolha! Perguntas? A resposta será um sonoro e enfático: NÃO SEI. "Mas você faz Liga de Oftalmologia!" - podem questionar. E eu responderei, "pois é né...".

Uma vez formada, poderei ficar fazendo residência até morrer! Poderei me especializar em qualquer coisa que me for agradável/interessante/honroso e acredito que durante a vida profissional vários questionamentos poderão me levar a algumas especialidades, qual o problema? Não está em questão ser indecisa ou não, está em questão ser UMA BOA PROFISSIONAL e isso implica desenvolver a profissão com amor, dedicação e vontade. Pra isso é necessário querer de verdade e o que eu quero até o momento é me formar médica! Ser médica pura e simplesmente, sem pressões! Ter a essência, fazer juramento de Hipócrates e olhar nos olhos do paciente, passando o máximo de confiança que eu puder para que ele se sinta à vontade e melhorar sua saúde em minhas mãos!

Isso eu quero de verdade! E acho que esse querer me basta nesse momento e estou feliz com ele.

Bom, a música tem nada a ver, mas adoro! Falou em Cássia Eller, odeio Malandragem; ô musiquinha CHATAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!

Mas E.C.T., ô música gostosa, dá vontade de sair dançando... na verdade, na minha cabeça estou dançando como se eu flutuasse... dançar... eu já disse que quero voltar, né? Ai, ai... quando será que isso finalmente vai acontecer, hein?


Cássia Eller
E.C.T.
Tava com o cara que carimba postais
E por descuido abriu uma carta que voltou
Levou um susto que lhe abriu a boca
Esse recado veio pra mim, não pro senhor
Recebo crack, colante, dinheiro parco embrulhado
Em papel carbono e barbante e até cabelo cortado
Retrato de 3x4 pra batizado distante
Mas isso aqui, meu senhor, é uma carta de amor
Leve o mundo e não vou lá 4x
Mas este cara tem a língua solta
A minha carta ele musicou
Tava em casa, a vitamina pronta
Ouvi no rádio a minha carta de amor
Dizendo "eu caso contente, papel passado e presente,
Desembrulhado o vestido, eu volto logo me espera
Não brigue nunca comigo eu quero ver nossos filhos"
O professor me ensinou a fazer uma carta de amor...
Leve o mundo que eu vou já 3x
Leve o mundo que eu vou
Mas este cara tem a língua solta
A minha carta ele musicou
Tava em casa, a vitamina pronta
Ouvi no rádio a minha carta sim senhor
Dizendo "eu caso contente, papel passado e presente,
Desembrulhado o vestido, eu volto logo me espera
Não brigue nunca comigo eu quero ver nossos filhos"
O professor me ensinou a fazer uma carta de amor...
Leve o mundo que eu vou já 4x





domingo, 25 de fevereiro de 2007

Pé de "valsa"!


Formatura da maninha! Banda incrível, decoração, os amigos dela! A Thalita é uma figura ímpar, como adoro essa menina! Vou na Liberdade e comprar um vestido como o dela depois; descobri que lá é barato e há muito tempo namoro um desse! Aquele vestido chinês com gola até "o queixo" e o rasgo da parte de baixo até um palmo e cinco dedos acima do joelho, hahahaha! Um luxo, lindo! Mas como somos baixinhas, dificilmente vou achar um desse comprido que sirva em mim... e fazer a barra de um desse não deve ser lá muito fácil não... mas já tenho em mente as cores preto e verde, são lindos já vi desses!

E a Karina uma fofa, falou que eu estou cada dia melhor! Uhu! Será que estou mesmo? Assim não dá, viu? Vou começar a me sentir a última tostita do pacote (pra quem não sabe, até gosto bastante de bolachinha recheada, mas minha favorita dentre todos os bisoitinhos doces industrializados é a Tostita da Tostines... sequinha, caramelizada em cima, hummmmmmmm...!).

Já tenho em mente o meu vestido da minha formatura, se eu soubesse desenhar... bom, vinho com preto, ou um vermelho - em vez de vinho - que seja forte, não vermelho sangue... se bem que do jeito que eu vizualizo, até um vermelho sangue ficaria melhor, só não pode ser vermelho inteiro!

Vou voltar ao regime está na hora de perder mais dois quilinhos. Os menos 2,5 kg já me deixaram feliz, alto estima melhor etc. Está na hora de querer mais e fazer mais. Tenho que voltar aos 54/53... vamos ver o que faço!

Vou colocar a letra de uma música da dance music atual que eu adoro e que tocou ontem umas duas vezes! Love Generation, do Bob Sinclair.

Bob Sinclair
Love Generation

From Jamaica to the world,
It's just love,
It's just love,
Yeah!

Why must our children play in the streets,
Broken hearts and faded dreams,
Peace and love to everyone that you meet,
Don't you worry, it could be so sweet,
Just look to the rainbow, you will see
un will shine till eternity,
I've got so much love in my heart,
No-one can tear it apart,
Yeah,

Feel the love generation,
Yeah, yeah, yeah,
Feel the love generation,
C'mon c'mon c'mon c'mon yeah,

(Whistling.....)

Feel the love generation,
Yeah, yeah, yeah, yeah
Feel the love generation,
Ooohhh yeah-yeah,

Don't worry about a thing,
It's gonna be alright,
Don't worry about a thing,
It's gonna be alright,
Don't worry about a thing,
It's gonna be alright,
Gonna be, gonna, gonna, gonna be alright,
It's all love you know, it's all love

From I and I to everyone
We got the love, we got to love
There's no need to cry
We got the love, we got to love
Gotta live that love, you know what I'm talking about



quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

(nenhum)


Estava pensando em nada... aliás, nem sei onde anda a minha cabeça, são sempre tantas emoções (Roberto Carlos ninguém merece...).

Estou a fim de filosofar, mas sem conteúdo algum pra isso.

Estava olhando a lua e pensando no quanto a natureza é perfeita, no quanto as coisas são belas se soubermos olhá-las bem direitinho. Pensei no quanto a vida deve ser vivida de forma intensa; e se eu morrer amanhã? Não sei, acho que vivi. Roberto Carlos: "Se chorei ou se viv, o importante é que emoções eu vivi"... cruzes!

Filosofia de boteco, afe! Isso porque eu nem me embriago, caipirinha de sakê de vez em quando e olhe lá!


Estou com preguiça, nem vou colocar música agora... depois, depois!

domingo, 18 de fevereiro de 2007

Segunda postagem do ano...


Sobre o que vou falar?

Regime iniciado em 07/01/2007 juntamente com o hábito de correr.

Resultados: menos 2,5kg em um mês, pernas melhores, barriga menor e corro 40 minutos em ritmo calmo sem morrer ou colocar os "bofes" pra fora...

Dia 24/02/2007, o teste: formatura da maninha - Lu, estou orgulhosa de você. Eu dentro de um vestido rosa com tecido preto transparente por cima (só assim pra eu usar rosa,misturado com outra cor...), a sandália, uh! 10 cm de salto fino, preta, pé de fora, maravilhosa!!! E o melhor: cintura menor! As duas tirinhas fininhas que o vestido tem no meio das costas NÃO MARCAM mais...

Ai, ai... tem mais? Tem! Ou melhor, tenho nada a declarar, rsrsrs!

Música, sei lá, deixa eu ver... quando é assim, o melhor é colocar uma bem nada a ver, como eu estava ouvindo Type O Negative, mas uma instrumental, vou seguir a linha melancólica - que não é minha fase atual - e colocar a letra de uma música que é regravação - versão original by Seals and Crofts, uma banda muito pouco conhecida, eu diria desconhecida 90%. Como lembrei do nome? Nãolembrei, ora! Colei do site de letras do Terra, hehehehe!

Tipo O negativo, o primeiro sangue a ser utilizado numa emergência de hospital quando não se sabe o tipo sangüíneo do acidentado grave em questão. Um dosmotivos por euvisitar hemocentros pelo menos duas vezes ao ano - até onde eusei p/ mulheres é permitida até 3 ao ano.

Voltando ao Type, estou ouvindo Christian Woman... Peter Steele foi sacana com essa letra, tem até um som à la "canto gregoriano" quase no fim da música. Jesus se parece com ele, sacaninha! Já a música que vou colocar é do álbum de 1996, October Rust. Em 3 palavras: VALE A PENA!


Type O Negative
Summer Breeze


See the curtains hanging' in the window.
In the evening on a friday night.
A little light-a-shinin' through the window.
Lets me know everything's all right.

Summer breeze makes me feel fine.
Blowin' through the jasmine in my mind.

See the paper layin' on the sidewalk.
A little music from the house next door.
So I walk on up to the door step.
Through the screen and across the floor.

Sweet days of summer - the jasmine's in bloom.
July is dressed up and playing her tune.
And I come home from a hard day's work.
And you're waiting there.
Not a care in the world.

See the smile waitin' in the kitchen.
Food cookin' and the plates for two.
Feel the arms that reach out to hold me.
In the evening when the day is through.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

Infinito Particular - por Marisa Monte

A letra é clara... e só pra disfarçar minha atual - e por que não dizer momentânea - instabilidade, 2007 começou com tudo...


Marisa Monte
Infinito Particular

Eis o melhor e o pior de mim
O meu termômetro, o meu quilate
Vem cara, me retrate
Não é impossível
Eu não sou difícil de ler

Faça sua parte
Eu sou daqui e não sou de Marte
Vem, cara, me repara
Não vê, tá na cara, sou porta-bandeira de mim

Só não se perca ao entrar
No meu infinito particular

Em alguns instantes
Sou pequenina e também gigante
Vem cara, se declara
O mundo é portátil
Pra quem não tem nada a esconder

Olha minha cara
É só mistério, não tem segredo
Vem cá, não tenha medo
A água é potável
Daqui você pode beber

Só não se perca ao entrar
No meu infinito particular

sábado, 2 de dezembro de 2006

É um jogo, apenas isso...


Ontem eu me recordei de um "amor" não resolvido, acho que o único de verdade até hoje... ê dor de cotovelo, viu? Esse é o termo correto mesmo, DOR DE COTOVELO, pois nem apaixonada estou mais e levo a imagem da pessoa como a grande culpa por eu ter construido uma redoma gigante em volta de mim... nem eu tenho acesso à chave... se essa chave existir, claro. Afinal, eu incorporei a carapuça de " a pessoa mais difícil do mundo"; é tão fácil isso... se esconder e fácil, afastar é fácil... mostrar o melhor de si: difícil, pra que arriscar, não?

É estranho, a paixão move mundos e fundos. Leva as pessoas a se sentirem mais vivas do que já estiveram algum dia e levam à ilusão de que são realizadas... até quando?

Nossa, eu estou cética de novo... faz tempo que não me conheço perdida de verdade, não por uns 5 dias, uma semana como tem acontecido... Já fui mais sensível, menos descrente e desconfiada. Tudo é motivo pra que eu desconfie, é como se fosse um jogo e eu olhasse o outro um adversário de quem eu DEVO ganhar... não alguém com quem eu vou ganhar...
Será que realmente mudei - amadureci, seria esse o termo correto? - ou é momentâneo? Dúvidas... ô céus, quem sou? Hahahahahaha!

Um joguinho do mais perigoso, sentimentos podem se perder, se doer, se render... o render é o mais legal, sem dúvida. Quebrar a cabeça, chorar, gritar, se doer... beijar, abraçar, se perder nos braços...

Mudar isso eu sei que depende de mim... Ele, que nunca vai sonhar que estou falando dele, aquele que em 2002 me fez perder a vergonha de dizer "eu gosto" e me fez precisar fechar as mãos no cós da calça pra que ele não visse o quanto eu tremia. Ele que foi um gentleman até na hora de dar o único fora que eu levei até hoje, o que me fez ironicamente gostar mais dele, nunca vai saber as travas que eu guardo e que eu preciso quebrar.
Preciso e vou...

Já sei... vai fazer 4 anos daqui 4 dias que isso aconteceu. Tá explicada a nostalgia maldita...

Ai, ai... eu sei que no dia que eu cair de novo vai ser fulminante, que perigo... mas eu sei que quando esse momento chegar de novo o perigo não vai ser pra mim... certamente vai ser pro outro, hehehe! Ah vai...

A música é Wicked Game, do Chris Isaak. E o clipe mais sensual de todos os tempos e a música mais envolvente. Bem propício, oras! O jogo é proibido, mas que todo mundo gosta de coisas proibidas é fato, hahahahaha!

Chris Isaak
Wicked Game

The world was on fire and no one could save me but you
It's strange what desire will make foolish people do
And I'd never dreamed that I'd knew somebody like you
And I'd never dreamed that I'd need somebody like you

No I don't wanna fall in love (this world is only gonna break your heart)
No I don't wanna fall in love (this world is only gonna break your heart)
With you
With you (this girl is only gonna break your heart)

What a wicked game you played to make me feel this way
what a wicked thing to do to let me dream of you
what a wicked thing to say you never felt this way
what a wicked thing to do to make me dream of you

And I don't wanna fall in love (this world is only gonna break your heart)
No I don't wanna fall in love (this world is only gonna break your heart)
With you

The world was on fire and no one could save me but you
It's strange what desire will make foolish people do
I'd never dreamed that I'd love somebody like you
I'd never dreamed that I'd lose somebody like you

No I don't wanna fall in love (this world is only gonna break your heart)
No I don't wanna fall in love (this world is only gonna break your heart)
With you (this girl is only gonna break your heart)
With you (this girl is only gonna break your heart)

No I... (this girl is only gonna break your heart)
(This girl is only gonna break your heart)

Nobody loves no one